Qwe
Thursday, May 23, 2013
Tuesday, May 21, 2013
Batalhas e outros povos da Antiguidade (até 605 AC)
Feita a resenha da Antiguidade do Médio e próximo Oriente pré-clássica, importa ficar com a identificação das batalhas referenciadas nos vários textos.
Megiddo (1457) - Egipto contra Qadesh. Vitória de Tutmosis III.
Kadesh (1274) - Egipto contra Hititas. Vitória de Ramses II bastante contestada, foi mais um empate.
Megiddo (609) - Egipto + Assíria contra Babilónia. Vencedores ? Empate técnico.
Carcemish (605) - Egipto + Assíria contra Babilónia. Vitória decisiva de Nabucco II de Babilónia
Pelusia 1 (525) - Persia contra Egipto. Vitória persa. Anexação.
Pelusia 2 (343) - Persia contra Egipto. Vitória persa. Anexação final.
Pelusia 1 (525) - Persia contra Egipto. Vitória persa. Anexação.
Pelusia 2 (343) - Persia contra Egipto. Vitória persa. Anexação final.
Julgo que foram estas as batalhas referidas. Nada como a sequenciação.
Quanto a vários povos e cidades referidas nos textos...
Elam (Susa) : Civilização do oeste/sul do actual Irão, existe desde cerca 2700 AC, durante um periodo Antigo, e de 1500 a 1100, durante um periodo Médio, ambos os periodos com dinastias locais, até à conquisa de Susa, a capital, por Babilónia, por volta de 1100. O periodo Neo-Elamita, dura de 1100 a 539, com forte influência assíria e depois Meda, até á chegada dos persas Aqueménidas, em 539.
Urartu
Damasco
Judeia, Jerusalem
Caldeus
Citas
Arameus
teste
Quanto a vários povos e cidades referidas nos textos...
Elam (Susa) : Civilização do oeste/sul do actual Irão, existe desde cerca 2700 AC, durante um periodo Antigo, e de 1500 a 1100, durante um periodo Médio, ambos os periodos com dinastias locais, até à conquisa de Susa, a capital, por Babilónia, por volta de 1100. O periodo Neo-Elamita, dura de 1100 a 539, com forte influência assíria e depois Meda, até á chegada dos persas Aqueménidas, em 539.
Urartu
Damasco
Judeia, Jerusalem
Caldeus
Citas
Arameus
teste
Babilónia: Novo Império (626–539)
O novo império babilónio nasce das cinzas da morte de Assurbanipal. Com a sua morte e a guerra civil que se sucedeu, o aperto de aço que a Assíria mantinha sobre os povos e cidades subjugadas diminuiu.
Foi o suficiente para que Nabopolassar tomasse o trono de Babilónia por volta de 626, e posteriormente se aliasse aos Medos de Cyaxares para invadir a Assíria. Tal foi feito e embora os Assírios tenham resistido ainda cerca de 15 anos, Ninive a capital Assíria acabou por ser saqueada e cair em 612.
Seguidamente, existiu a Batalha de Megiddo em 608 (retratada na Bíblia), em que o Egipto e a Assíria lutaram contra os Babilónios, e entraram em contencioso com o reino da Judeia que não lhes queria permitir passagem.
Houve ainda uma tentativa em Harran para recuperar, com ajuda Egípcia, mas tudo acabou pouco depois, na batalha de Carchemish em 605.
Aí, Nabucodonosor II, o sucessor de Nabopolassar, venceu a aliança dos Egípcios com o que restava dos Assírios.
Durante o seu reinado, além de Babilónia, reinou na Assíria, Fenícia, Israel, Arábia e partes da Ásia Menor. Diz-se que teria colocado os pés no Egipto, já que batalhou contra Psamético II e Amasis por volta de 568 (ver post da história do Late Period)
Este rei é o Nabucco de Verdi. O império neo-babilónio recriou com respeito o antigo império babilónio, e aparece mencionado na Bíblia, já que teve grandes ligações a Israel. Ver Livro de Daniel. A cidade de Babilónia em si foi totalmente reconstruída com o luxo dos grandes impérios. A cultura floresceu, e a língua e a escrita acadiana foram recuperadas, substituindo a aramaica corrente.
O problema com este império é que durou pouco. Isto porque a morte de Nabucco trouxe Amel-Marduk (562-560), apenas dois anos de reinado, Neriglissar (560-556) apenas quatro anos, Labashi-Marduk (556), e Nabonidus (556-539), um fraco político, que caiu em desgraça perante os sacerdotes do Deus Marduk.
A causa do fim de Babilónia foi a ascenção e sobretudo a libertação dos persas do jugo dos medos. Veremos na história persa que o rei Medo Astyages perdeu o controlo dos persas de Ciro em 549, que, com a popularidade crescente em Babilónia, acabou por tomar o poder em 539, "libertando-a" de Nabonidus e assumindo a coroa.
Houve duas revoltas nos anos seguintes, comandadas por Nabucodonosor III e Nabucodonosor IV, em 522, aproveitando vácuos de poder na Pérsia, mas ambas foram sufocadas. Babilónia deixava de existir como reino autónomo, tal como a Assíria.
Assiria : Novo Império (934-609)
O primeiro rei do Neo-Imperio Assirio foi Adadnirari II (911-891). Comecou a ganhar supremacia conquistando parte do territorio de Babilonia.
O segundo foi Tukulti-ninurta II (891-884). Subjugou mais povos vassalos incluindo os recem chegados ao Irao, medos e persas ( o que dara mau resultado no futuro digo eu)
O terceiro foi Assurnasirpal II (883-859) que se virou para a Siria, Frigia e chegou à Fenicia e ao Mediterraneo. conquistou o territorio hititia. Criou Nimrud uma nova capital à custa do trabalho escravo. É por ele que se reconhece a brutalidade assiria. Construiu um palácio em Kalhu, deduzo em Nimrud, a actual Bagdad. Este palacio ficou soterrado apos a queda de Ninive em 612 e por isso mateve-se ate eo sec XIX quando os ingleses o escavaram. Muita riqueza cultural foi trazida para o British Museum.
O quarto foi Salmanasar III (859-824) e terminou a epopeia em beleza. fez campanhas anuais contra os inimigos. Lutou contra a coligacao dos egipcios com varios povos de Israel. Lutou na batalha de Qarqar (853) contra essa coligacao dos 12 reis. Terá ganho embora nao tenha sido decisiva. Lutou contra Urartu e ocupou Babilonia.
Nos ultimos anos do reinado, houve uma rebelião de um dos filhos, que demorou 4 anos e durante esse tempo, quer Babilónia, Medos Persas e outro povos subjugados, aproveitaram para se esgueirar. A rebelião foi controlada pelo sucessor e também filho Shamshi-Adad V (824-811) que passou o resto do reinado a recuperar dos estragos da rebelião.
Adad-Nirari III (811-783) reinou e terminou com o reino dos arameus de Damasco, permitindo a Israel libertar-se também do jugo deste. Persas e medos foram também subjugados de novo.
Depois deste periodo florescente, a Assíria estagnou de novo. Reinaram Salmanasar IV (783-773), Ashur-dan III (773-755) e Ashur-Nirari V (755-745). Estes reis revelaram-se cada vez mais fracos e o ultimo mal saía do palácio em Ninive. Conclusão ? Revoltas, turmoil, é deposto e Tiglate-Phalasar III (745-728) sobe ao trono, um dos reis da Assíria mais importantes.
O reinado de Tiglate-Phalasar não foi muito longo, mas determinante. Reformou o Estado, colocou o profissionalismo no exército, exigiu tributos das provincias para o financiar, passou a administrar as provincias com delegados assirios, e criou uma máquina de guerra dificil de ser resistida. Com essa máquina, varreu tudo, da Fenícia à Siria aos Hititias a Urartu aos Persas e Medos, ocupa Babilónia, destrona o seu rei e coroa-se a si próprio rei da Babilónia. Deixa o novo império pujante. Ao sucessor, Salmanasar V (727-722) é atribuída a expulsão das 10 tribos de Israel, mencionada na Biblia.
O irmão e sucessor, Sargão II (722-705) é de novo, um rei muito importante na história Assíria.
Sargão finaluiou o trabalho em Israel, lutou contra Babilónia, subjugou de novo medos e persas,saqueou Urartu,fez vassalos a Frigia e os próprios gregos de Chipre. Morreu em batalha.
Sennacherib (705-681) sucedeu-lhe. Lutou contra os egipcios que queriam controlar o líbano e expulsou-os. Atacou Jerusalem. Babilonia revoltou-se e no fim, abriu os canais que a rodeavam e inundou a cidade destruindo-a. Acabou morto pelo filho.
Essardon (681-669) outro filho sucedeu-lhe. Recuperou Babilonia e fez dela uma das capitais. Lutou conta Citas, Cimerios e Medos. Atacou Sidon e depois invadiu o Egipto, terminando com a dinastia kushita da Nubia como ja vimos. Foi a maior extensão da Assiria.
Sucederam-lhe os filhos um em Babilonia e o mais novo,Assurbanipal (669-627) em Assour. A. colocou um fantoche Psametico no Egipto como faraó que acabou por se emancipar, mantendo as relaços com a Assiria. O irmao mais velho em Babilonia revoltou-se mas correu mal e acabou por se matar. Atacou a Arabia e Elam (ver onde é Susa a capital). Elamitas e Susa foi o berço que enfraquecendo permitiu aos medos se implantarem e terá algo a dizer proximamente.. A.promoveu a cultura e artes em Ninive, deixou muitos textos. A Assiria ficou um imperio enorme mas dificil de gerir.
Morreu em 627 e estalou a guerra civil. Um dos pretendentes, Nabopolassar de Babilonia sacudiu o jugo. Aliou-se ao rei dos Medos Ciaxares e passo a passo desintegraram o império em ruinas, culminando como saque e destruiçao de Ninive em 612. O Egipto co Necho II da dinastia fantoche ainda tentou ajudar os assirios contra os babilonios e medos. Em 609 os egipcios vencem em Megiddo (!!!!???) e chegam aos assirios mas em 608 em Harran são vencidos e de novo em Carchemich em 605 e a Assiria desaparece do mapa para sempre. 170 anos depois ainda ensaia uma revolta mas é esmagada por Dario.
FALAR DOS avancos tecnologicos dos assirios e culturais.
Egipto: Late period (660-525)
A XXVI dinastia começou com um fantoche Nacho I. Mas o filho Psametik I aproveitou o vazio de poder em Ninive e livrou-se dos assirios em 9 anos. Reinou longamente até 610. Foi para sul e expulsou os nubios, tomando Tebas. Grande farao estimou o contacto com a Grecia e puxou mercadores gregos para o Egipto e gregos para o exercito.
O filho Necho II (620-595) lutou na batalha de Megiddo em 609 contra o rei de Judah, é mencionado na biblia e perdeu contra os neobabilonios em Cercemesh em 605. Há que estudar estas batalhas quando estudarmos os neo-b. em pormenor. Julgo que 605 é abatalha contra Nabucco II o da Aida.
Psametico II lutou contra os kushitas do sul eobrigou os amudar a capital mias para baixo para Meroe. Foram apagados muitos restos da XXV dinastia. Foi tambem para a Judeia para convence-los a libertarem-se dos babilonios. Fartou-se de construir nos anos de reinado ate 589.
Ducedeu-lhe Apries que tentou de novo conspirar em Jerusalem contra Nabucco mas levou na pá. Para piorar foi atacado por gregos dórios, houve rebelião entre as tropas egipcias contra os mercenarios do farao, um general Amasis declarou-se faraó e Apries fugiu em 570. Voltou 3 anos depois com os babilonios para recuperar o trono mas foi derrotado e morto.
Amasis II foi faraó de 570 a 526, 44 anos, o ultimo grande farao. Aguentou-se com Nabucco que entretanto comecou a tremer com os peesas e deixou o E em paz. Amasisfoi grande incentivador de artes, amante da cultura grega. Segundo Herodoto fez uma trama contra Cambises que correu mal e o persa invadiu o E ja tinha Amasis morrido. Defendeu o E Psametico III que so se aguentou 6 meses. Foi derrotado na batalha de Pelusium e assim em 525 terminou o Egipto independente e o Late Period.
O filho Necho II (620-595) lutou na batalha de Megiddo em 609 contra o rei de Judah, é mencionado na biblia e perdeu contra os neobabilonios em Cercemesh em 605. Há que estudar estas batalhas quando estudarmos os neo-b. em pormenor. Julgo que 605 é abatalha contra Nabucco II o da Aida.
Psametico II lutou contra os kushitas do sul eobrigou os amudar a capital mias para baixo para Meroe. Foram apagados muitos restos da XXV dinastia. Foi tambem para a Judeia para convence-los a libertarem-se dos babilonios. Fartou-se de construir nos anos de reinado ate 589.
Ducedeu-lhe Apries que tentou de novo conspirar em Jerusalem contra Nabucco mas levou na pá. Para piorar foi atacado por gregos dórios, houve rebelião entre as tropas egipcias contra os mercenarios do farao, um general Amasis declarou-se faraó e Apries fugiu em 570. Voltou 3 anos depois com os babilonios para recuperar o trono mas foi derrotado e morto.
Amasis II foi faraó de 570 a 526, 44 anos, o ultimo grande farao. Aguentou-se com Nabucco que entretanto comecou a tremer com os peesas e deixou o E em paz. Amasisfoi grande incentivador de artes, amante da cultura grega. Segundo Herodoto fez uma trama contra Cambises que correu mal e o persa invadiu o E ja tinha Amasis morrido. Defendeu o E Psametico III que so se aguentou 6 meses. Foi derrotado na batalha de Pelusium e assim em 525 terminou o Egipto independente e o Late Period.
Egipto: Terceiro periodo intermedio (1069-664)
XXI dinastia - com oito faraos a governar o baixo Egipto a partir de Tunis e sacerdotes de Amon da mesma familia a governar o medio e alto Egipto a paritr de Tebas. Durou até 943. Smendes, Amenemnisu, Psusennes I da qual ha uma linda mascara dourada(desc. 1940) e o caixao em prata que era mais rara que o ouro no E. e que reinou 46 anos. De Amnemope o filho e sucessor foi tambem encontrado o tumulo e mascara mortuaria. Segui-se Osorkon e Siamun o mais relevante desta dinastia. Foi a partir daqui que o titulo de farao passou a se dado no nome. Foi ele supostamente a formar aliança com o rei Salomão de Israel. Tumulo nao encontrado. O ultimo farao da dinastia foi Psusenes II que era originalmente o sacerdote de Amon.
A XXII dinastia (945-720) começou por unir o Egipto mas acabou com faraos a reinar sobre fragmentos. A sua origem é libia. Shoshenq I tera sido mencionado na biblia' invadiu a Judeia e a Palestina. Tera sido a primeira accao militar fora do E mencionads formalmente. Ė referenciado nos salteadores da arca perdida de spielberg como o farao que gamou a arca de jerusalem e a levou para Tanis a capital.Segui-se Osorkon I, Shoshenk II, Takelot I, e Osorkon II. Este ultimo reinou 35 anos até 837 e unificou o E. Lutou contra os assirios na batalha de Qarqar aliando-se a Israel e outros reinos que resistiam a Salmanasar III de quem falaremos na descrição dos assírios. O seu tumulo foi saqueado na Antiguidade mas o que restou é tão rico que obrigou os historiadores a reverem o estatuto desta dinastia. O sucessor Shoshenq III reinou 30 anos mas já só sobre o BE já que Tebas elegeu outro faraó. Shoshenq IV, Pami e Shoshenq V foram os ultimos após o que o reino se desintegrou em 740. Mais dois faraos existem mencionados, Pedubast II e Osorkon IV ate 716 um sobre Memphis apenas e com controversia e o outro sobre Tanis. Nesta altura as dinastias 22,23,24,25 coexistiam sobre partes do Egipto tal era a desintegração. Osorkon será o farao a que o rei de Israel pediu ajuda quando a capital Samaria estava sob ataque dos assirios de Samanasar V. Nao houve ajuda e So, o farao referido, bajulou depois Sargao II para evitar a invasao do E, com sucesso.
A XXIII dinastia (837-728) reinou sobre Tebas e o alto Egipto. Tera tido dez faraos.
A XXIV dinastia (732-720) reinou sobre uma parte do delta e tentou conquistar o alto E mas sem sucesso. Efémera.
A XXV dinastia veio da Nubia e trouxe ao Egipto o primeiro canto do cisne. A dinastia kushita veio do sul, o imperio foi crescendo para norte até ao delta, reunificando o E. A construção de piramides floresceu, como o comercio. O problema foi a Assiria.
Kashta reinou de 760 a 752, colocou a filha em Tebas e unificou essa parte do E. governando do Sul e egipcianizando-o. O sucessor Piye lutou com Memphis e o baixo E e conseguiu reunificar todo o territorio, governando da capital Napata, na Nubia. Shabaka foi o farao seguinte de 721 a 706, construindo muito mesmo em locais como Karnak. Gostava muito da historia e arte egipcia. Resistiu ao imperio de Sargao II por via pacifica. Essa via continuou por pouco tempo com o sucessor Shebitku (706-690). Em 701 houve a batalha de Eltekh em que participou o exercito nubio comandado pelo irmao e sucessor Tarhaqa(690-664), para salvar Jerusalem dos Assirios. Foi uma vitoria mas o reino deste farao foi de luta contra os assirios, prosperando o E. no entretanto. Infelizmente os Assirios acabaram por invadir o E. em 671, saqueando Memphis e levando muitos prisioneiros. O invasor Esarhadao voltou em apogeu a Assiria.Morreu e o seguinte foi Asurbanipal que saqueou Tebas em reacao ao sucessor de Tarhaqa, Tantamani ter atacado Mamphis e deposto o farao fantoche, Necho I. Depois do saque de Tebas, Tantamani reinou apenas na Nubia. No Egipto reinou então a
XXVI dinastia (685-525) a partir de Sais, cidade no delta, já fora deste periodo, num novo chamado Late Period, e ultimo canto do cisne da civilização antiga.
A XXII dinastia (945-720) começou por unir o Egipto mas acabou com faraos a reinar sobre fragmentos. A sua origem é libia. Shoshenq I tera sido mencionado na biblia' invadiu a Judeia e a Palestina. Tera sido a primeira accao militar fora do E mencionads formalmente. Ė referenciado nos salteadores da arca perdida de spielberg como o farao que gamou a arca de jerusalem e a levou para Tanis a capital.Segui-se Osorkon I, Shoshenk II, Takelot I, e Osorkon II. Este ultimo reinou 35 anos até 837 e unificou o E. Lutou contra os assirios na batalha de Qarqar aliando-se a Israel e outros reinos que resistiam a Salmanasar III de quem falaremos na descrição dos assírios. O seu tumulo foi saqueado na Antiguidade mas o que restou é tão rico que obrigou os historiadores a reverem o estatuto desta dinastia. O sucessor Shoshenq III reinou 30 anos mas já só sobre o BE já que Tebas elegeu outro faraó. Shoshenq IV, Pami e Shoshenq V foram os ultimos após o que o reino se desintegrou em 740. Mais dois faraos existem mencionados, Pedubast II e Osorkon IV ate 716 um sobre Memphis apenas e com controversia e o outro sobre Tanis. Nesta altura as dinastias 22,23,24,25 coexistiam sobre partes do Egipto tal era a desintegração. Osorkon será o farao a que o rei de Israel pediu ajuda quando a capital Samaria estava sob ataque dos assirios de Samanasar V. Nao houve ajuda e So, o farao referido, bajulou depois Sargao II para evitar a invasao do E, com sucesso.
A XXIII dinastia (837-728) reinou sobre Tebas e o alto Egipto. Tera tido dez faraos.
A XXIV dinastia (732-720) reinou sobre uma parte do delta e tentou conquistar o alto E mas sem sucesso. Efémera.
A XXV dinastia veio da Nubia e trouxe ao Egipto o primeiro canto do cisne. A dinastia kushita veio do sul, o imperio foi crescendo para norte até ao delta, reunificando o E. A construção de piramides floresceu, como o comercio. O problema foi a Assiria.
Kashta reinou de 760 a 752, colocou a filha em Tebas e unificou essa parte do E. governando do Sul e egipcianizando-o. O sucessor Piye lutou com Memphis e o baixo E e conseguiu reunificar todo o territorio, governando da capital Napata, na Nubia. Shabaka foi o farao seguinte de 721 a 706, construindo muito mesmo em locais como Karnak. Gostava muito da historia e arte egipcia. Resistiu ao imperio de Sargao II por via pacifica. Essa via continuou por pouco tempo com o sucessor Shebitku (706-690). Em 701 houve a batalha de Eltekh em que participou o exercito nubio comandado pelo irmao e sucessor Tarhaqa(690-664), para salvar Jerusalem dos Assirios. Foi uma vitoria mas o reino deste farao foi de luta contra os assirios, prosperando o E. no entretanto. Infelizmente os Assirios acabaram por invadir o E. em 671, saqueando Memphis e levando muitos prisioneiros. O invasor Esarhadao voltou em apogeu a Assiria.Morreu e o seguinte foi Asurbanipal que saqueou Tebas em reacao ao sucessor de Tarhaqa, Tantamani ter atacado Mamphis e deposto o farao fantoche, Necho I. Depois do saque de Tebas, Tantamani reinou apenas na Nubia. No Egipto reinou então a
XXVI dinastia (685-525) a partir de Sais, cidade no delta, já fora deste periodo, num novo chamado Late Period, e ultimo canto do cisne da civilização antiga.
Monday, July 30, 2012
Assíria : Médio Império (1390-1076)
Já se falou por aqui nos Assirios, mas pela rama. O antigo império é de todos o pior conhecido, mas importa conhecer as ligações do médio e novo império com o apogeu egípcio, e como os assírios suplantaram os hititas, ficando em contacto com os povos do mar, e, a ver vamos, a tornarem-se os antepassados dos fenícios.
O Médio Império na Assíria (1390-1076) começou quando estes se conseguiram livrar dos Mittani, o tal povo que levou na pá dos Hititas, bem como os problemas com os Hititas, também a Oeste. A Assíria fazia fronteira com Babilónia, para Sudeste, e com Mittani, a Leste.
Ashur-uballit I, por volta de (1365-1330), fez casar a filha com o rei de Babilónia, e ficou conhecido por trocar correspondência com Akhenaton (estamos no periodo Amarna). Ora, os kassitas mataram o rei e colocaram um pretendente no trono. O rei assíro viu a oportunidade, foi vingar o genro, invadiu Babilónia e instalou Kurigalzu II no trono, um fantoche. O fantoche mais tarde revoltou-se contra o mestre, e terá havido uma batalha de Sugagu, onde conseguiu vitória sobre o sucessor de Ashur-ubalit, Enlil-nirari (1329-1308). Seguiram-se outros reis, que consolidaram território para Noroeste (Mittani).
Em 1274, chega ao trono um dos mais conhecidos e aguerridos reis assírios, Salmanasar I (1274-1245). Começou por malhar nos Mittani, até inclusivé depor o rei e colocar um familiar. Os Hititas ao verem o perigo aproximarem-se, uniram-se primeiro aos Mittani e depois aos Babilónios, para tentarem cercar os Assírios económicamente. Os egípcios fizeram também as pases com os Hititas, o que mostra o temor que os vários pvoos começaram a ter dos Assírios. Salmanasar desenvolveu Assur e Ninive, e fundou a capital (referida na Biblia como Calah/Nimrud).
O filho, Tukulti-Ninurta I (1244-1208) completou o trabalho. Saqueou e conquistou Babilónia, deportando o rei, e bateu os Hititas, na batalha de Nihriya. O desastre não foi completo, já que os Assírios cobiçavam mais Babilónia, e por isso, o rei Tudhaliya IV, batido na batalha, conseguiu, mesmo com revoltas internas, aguentar o trono hitita e o reino Hitita manteve-se intacto até ca. 1180, altura em que foi subjugado pelos Povos do Mar. Tikulti acabou cercado e morto pelos filhos, que se sucederam no trono até 1179.
Ashur-dan I reinou 46 anos ate 1134. Esse foi um longo periodo de alguma estabilidade no ja conturbado ocaso do medio imperio. À sua morte os filhos engalfinharam-se pelo trono, reinando apenas um ano. O terceiro e restante filho Ashur-resh-ishi I tomou o poder por 17 anos. Assistiu e participou no eclipse do Imperio hitita que estava a ser fustigado pelos povos do mar/frigios. Neste assunto, confrontou-se oelo dominio territorial da actual Siria com o rei de Babiloni, Nabuchodonozor I. Falaremos deste reino à parte. Ashur deixou uma Assour e a capital Ninive renovadas. O filho reinou de 1115 a 1077, outro longo reinado. Foi Tiglate-Phalasar I, dos conquistadores assirios mais conhecidos e dado como o fundador do Imperio Assirio. Chegou à Capadocia, Asia menor e ao Mediterraneo onede navegou. Restaurou Assour e combateu os hititas e invadiu Babilonia duas vezes. Adoptou o antigo titulo de Rei da Sumeria e Acadia. Após a morte sucederam-se 150 anos de declinio ate 912. Durante este periodo os reis da Assiria limitaram-se a defender o reino das massas migratorias que se registaram, no oeste e no leste com a chegada de povos indo-europeus como medos e persas. Tres dos filhos do grande conquistador sucederam-lhe, o ultimo usurpando o titulo ao filho do segundo ate 1050.
O periodo seguinte, 1055-936 foi a chamada Dark Age. Muitos povos migraram à volta da Assiria. Medos persas caldeus frigios e outros, passaram à volta da Assiria que manteve o seu core intacto, notavelmente. Asurnasipal I (1050-1031), Salmanasar II (1031-1019), Assurnirari IV 1019-1013) Assurrabi II (1013-972), um longo reinado que mostra estabilidade apesar das fomes e das permanentes guerras para segurar o território. Assurashishi II (972-967) e Tiglate-Phalasar II (967-935) mais um longo reinado de que se sabe pouco. mas o seguinte Assurdan II (934-912) lutou para recolocar as ffronteiras naturais da Assiria mais importante, recuperou a produção de trigo que marcou recordes. papo cheio dá um povo mais capaz e por isso 912 marca o principio do Neo império Assirio, já que os 4 reis seguintes devolveram a hegemonia Assiria, o controlo do crescente e arredores, establecendo os pilares que aguentaram a Assiria até 600 AC.
O Médio Império na Assíria (1390-1076) começou quando estes se conseguiram livrar dos Mittani, o tal povo que levou na pá dos Hititas, bem como os problemas com os Hititas, também a Oeste. A Assíria fazia fronteira com Babilónia, para Sudeste, e com Mittani, a Leste.
Ashur-uballit I, por volta de (1365-1330), fez casar a filha com o rei de Babilónia, e ficou conhecido por trocar correspondência com Akhenaton (estamos no periodo Amarna). Ora, os kassitas mataram o rei e colocaram um pretendente no trono. O rei assíro viu a oportunidade, foi vingar o genro, invadiu Babilónia e instalou Kurigalzu II no trono, um fantoche. O fantoche mais tarde revoltou-se contra o mestre, e terá havido uma batalha de Sugagu, onde conseguiu vitória sobre o sucessor de Ashur-ubalit, Enlil-nirari (1329-1308). Seguiram-se outros reis, que consolidaram território para Noroeste (Mittani).
Em 1274, chega ao trono um dos mais conhecidos e aguerridos reis assírios, Salmanasar I (1274-1245). Começou por malhar nos Mittani, até inclusivé depor o rei e colocar um familiar. Os Hititas ao verem o perigo aproximarem-se, uniram-se primeiro aos Mittani e depois aos Babilónios, para tentarem cercar os Assírios económicamente. Os egípcios fizeram também as pases com os Hititas, o que mostra o temor que os vários pvoos começaram a ter dos Assírios. Salmanasar desenvolveu Assur e Ninive, e fundou a capital (referida na Biblia como Calah/Nimrud).
O filho, Tukulti-Ninurta I (1244-1208) completou o trabalho. Saqueou e conquistou Babilónia, deportando o rei, e bateu os Hititas, na batalha de Nihriya. O desastre não foi completo, já que os Assírios cobiçavam mais Babilónia, e por isso, o rei Tudhaliya IV, batido na batalha, conseguiu, mesmo com revoltas internas, aguentar o trono hitita e o reino Hitita manteve-se intacto até ca. 1180, altura em que foi subjugado pelos Povos do Mar. Tikulti acabou cercado e morto pelos filhos, que se sucederam no trono até 1179.
Ashur-dan I reinou 46 anos ate 1134. Esse foi um longo periodo de alguma estabilidade no ja conturbado ocaso do medio imperio. À sua morte os filhos engalfinharam-se pelo trono, reinando apenas um ano. O terceiro e restante filho Ashur-resh-ishi I tomou o poder por 17 anos. Assistiu e participou no eclipse do Imperio hitita que estava a ser fustigado pelos povos do mar/frigios. Neste assunto, confrontou-se oelo dominio territorial da actual Siria com o rei de Babiloni, Nabuchodonozor I. Falaremos deste reino à parte. Ashur deixou uma Assour e a capital Ninive renovadas. O filho reinou de 1115 a 1077, outro longo reinado. Foi Tiglate-Phalasar I, dos conquistadores assirios mais conhecidos e dado como o fundador do Imperio Assirio. Chegou à Capadocia, Asia menor e ao Mediterraneo onede navegou. Restaurou Assour e combateu os hititas e invadiu Babilonia duas vezes. Adoptou o antigo titulo de Rei da Sumeria e Acadia. Após a morte sucederam-se 150 anos de declinio ate 912. Durante este periodo os reis da Assiria limitaram-se a defender o reino das massas migratorias que se registaram, no oeste e no leste com a chegada de povos indo-europeus como medos e persas. Tres dos filhos do grande conquistador sucederam-lhe, o ultimo usurpando o titulo ao filho do segundo ate 1050.
O periodo seguinte, 1055-936 foi a chamada Dark Age. Muitos povos migraram à volta da Assiria. Medos persas caldeus frigios e outros, passaram à volta da Assiria que manteve o seu core intacto, notavelmente. Asurnasipal I (1050-1031), Salmanasar II (1031-1019), Assurnirari IV 1019-1013) Assurrabi II (1013-972), um longo reinado que mostra estabilidade apesar das fomes e das permanentes guerras para segurar o território. Assurashishi II (972-967) e Tiglate-Phalasar II (967-935) mais um longo reinado de que se sabe pouco. mas o seguinte Assurdan II (934-912) lutou para recolocar as ffronteiras naturais da Assiria mais importante, recuperou a produção de trigo que marcou recordes. papo cheio dá um povo mais capaz e por isso 912 marca o principio do Neo império Assirio, já que os 4 reis seguintes devolveram a hegemonia Assiria, o controlo do crescente e arredores, establecendo os pilares que aguentaram a Assiria até 600 AC.
Thursday, July 19, 2012
Egipto - Novo império, o inicio do fim
Sethnakte inaugurou a XX dinastia' possivelmente usurpando o trono ou aproveitando-se da confusão reinante. Foi o pai de Ramses III o que pode indicar que era familiar afastado de Ramses II, mas não se sabe ao certo. Reinou pouco tempo mas estabilizou a situação politica e iniciou o templo de Amon-Ra em Karnak.
Ramses III reinou a partir de 1189' durante 30 anos. Teve que lutar contra os povos do mar que tentavam invadir por terra( batalha de Djahy) e por mar (batalha do Delta em 1175. Estes povos eram oriundos do Med. oriental e foram responsaveis tambem pela destruicao da capital dos hititas, Hattusa, de Micenas, d Chipre e de Ugarit. Diz-se que era um fluxo migratorio Oeste-Leste, à procura de terras. E que melhores terras que as do delta ? As duas batalha foram épicas, especialmente a naval, a primeira da História a ser relatada. As forças egipcias rechaçaram os povos do Mar, organizados, mas a vitória custou o esvaziamento dos cofres do Estado, de tal maneira que nunca mais recuperaram. Ramses III terá sobrevivido ainda a uma conspiração de uma das suas mulheres e do seu filho para o matar.
Outro evento que se terá passado por estas alturas, este global, foi a erupção 3 do Hekla, vulcão islandês. Esta erupção alterou o clima do globo, provocando arrefecimento e enfraquecimento solar, periodos de seca, e fome por todo o mundo, e pode explicar o fim de vários impérios, como os Hititas, os Egipcios, ou a Assíria. Ramses IV, filho do anterior, seguiu-se no trono, teve muitos projectos de construção mas reinou poucos anos até 1149. Ramses V, o seguinte, sofreu com o progressivo poder dos sacerdotes de Amon em detrimento do faraó, enfrentou um escandalo em Elefantine, corrupção entre os seus sacerdotes, e ainda a recusa de trabalhadores das tumbas devido ao ataque de Líbios. Isso mostra a falta de segurança crescente no final do Novo Império. Ramses VI, mais um, filho de Ramses III, reinou mais 8 anos até 1133, e com os mesmos problemas. O seu sucessor, Ramses VII, teve um problema novo, o record histórico dos preços do grão, de novo, indicação de inflação, baixa produtividade agrícola, e fome. Ramses VIII, mais um filho de Ramses III, reinou apenas dois anos, pouco se sabendo dele. Ramses IX, o seguinte, reinou mais tempo, 18 anos. Dele aparecem referencias em Gaza, provavelmente a ultima possessão egípcia na Ásia, já que a Síria e Palestina há muito tinham sido perdidas para os Povos do Mar. Ramses X, mais um, reinou 4 anos até 1107, e dele se sabe que foi o ultimo a reinar na Núbia, mais uma mostra do fim de uma era.
O ultimo faraó da XX Dinastia, Ramses XI, reinou 30 anos. Mas foram anos de desintegração, com os Altos sacerdotes de Amon a reclaramarem o poder, no Alto e baixo Egipcio
Tanis, no Baixo Egipto, por um lado, e Tebas, no Médio/Alto Egipcio, por outro, tornaram-se duas fontes de poder no Egipto, e o poder do faraó deixou de abranger todo o Egipto.
Ramses III reinou a partir de 1189' durante 30 anos. Teve que lutar contra os povos do mar que tentavam invadir por terra( batalha de Djahy) e por mar (batalha do Delta em 1175. Estes povos eram oriundos do Med. oriental e foram responsaveis tambem pela destruicao da capital dos hititas, Hattusa, de Micenas, d Chipre e de Ugarit. Diz-se que era um fluxo migratorio Oeste-Leste, à procura de terras. E que melhores terras que as do delta ? As duas batalha foram épicas, especialmente a naval, a primeira da História a ser relatada. As forças egipcias rechaçaram os povos do Mar, organizados, mas a vitória custou o esvaziamento dos cofres do Estado, de tal maneira que nunca mais recuperaram. Ramses III terá sobrevivido ainda a uma conspiração de uma das suas mulheres e do seu filho para o matar.
Outro evento que se terá passado por estas alturas, este global, foi a erupção 3 do Hekla, vulcão islandês. Esta erupção alterou o clima do globo, provocando arrefecimento e enfraquecimento solar, periodos de seca, e fome por todo o mundo, e pode explicar o fim de vários impérios, como os Hititas, os Egipcios, ou a Assíria. Ramses IV, filho do anterior, seguiu-se no trono, teve muitos projectos de construção mas reinou poucos anos até 1149. Ramses V, o seguinte, sofreu com o progressivo poder dos sacerdotes de Amon em detrimento do faraó, enfrentou um escandalo em Elefantine, corrupção entre os seus sacerdotes, e ainda a recusa de trabalhadores das tumbas devido ao ataque de Líbios. Isso mostra a falta de segurança crescente no final do Novo Império. Ramses VI, mais um, filho de Ramses III, reinou mais 8 anos até 1133, e com os mesmos problemas. O seu sucessor, Ramses VII, teve um problema novo, o record histórico dos preços do grão, de novo, indicação de inflação, baixa produtividade agrícola, e fome. Ramses VIII, mais um filho de Ramses III, reinou apenas dois anos, pouco se sabendo dele. Ramses IX, o seguinte, reinou mais tempo, 18 anos. Dele aparecem referencias em Gaza, provavelmente a ultima possessão egípcia na Ásia, já que a Síria e Palestina há muito tinham sido perdidas para os Povos do Mar. Ramses X, mais um, reinou 4 anos até 1107, e dele se sabe que foi o ultimo a reinar na Núbia, mais uma mostra do fim de uma era.
O ultimo faraó da XX Dinastia, Ramses XI, reinou 30 anos. Mas foram anos de desintegração, com os Altos sacerdotes de Amon a reclaramarem o poder, no Alto e baixo Egipcio
Tanis, no Baixo Egipto, por um lado, e Tebas, no Médio/Alto Egipcio, por outro, tornaram-se duas fontes de poder no Egipto, e o poder do faraó deixou de abranger todo o Egipto.
Egipto: Novo Imperio, XIX dinastia, o apogeu
Horemheb o ultimo faraó da XVIII dinastia nao era tolo. Percebeu que o Egiptp precisava de uma linhagem de homens fortes, e ele nao tinha filhos. Por isso fez suceder-lhe o seu Vizir e sacerdote de Horus' Ramses I em 1298. Ramses era velho e reinou apenas dois anos mas o seu filho e neto seguiram-se-lhe. O filho era Seti I, que pugnou por defender o Egipto. Alcancou vitorias politicas e militares no medio oriente, contra os hititas e mittani. Reinou quinze anos mas a partir do nono ano tera associado o filho Ramses II ao trono. A capital Memphis e Karnak conteem muitas referencias a Seti incluindo obeliscos . É preciso perceber o caos originado pela fase de El Amrna no plano politico religioso economico e militar. Tudo fora deixado orara tras. Seti endireitou o Egipto e passou-o a Ramses II, provavelmente o maior faraó de todos em 1278. Foi tambem o mais duradouro e mais velho, tera reinado até 1219. Só isso ajudou claramente à estabilidade. Ramses controlou os hititas na zona de Israel Canaan e a Libia. Mandou construir cidades templos e monumentos incluindo uma nova capital no delta,Pi-Ramses. Onde a porca torceu o rabo foi em Kadesh. O pai tinha conquistado a cidade da Siria mas tinha-a perdido pouco depois. Ramses mandou construir chariots e armamento pa grandes batalhas. Mas em Kadesh acabou por ser emboscado pelo rei hitita Muwatallis e por pouco não era derrotado. Como conseguiu empatar a coisa e regressou vivo, apesar de sofrer pesadas baixas, foi descrito como heroi.
A história da batalha resume-se: Ramses preparou-se para uma campanha a sério. Demorou um mês a chegar à Siria. Ao chegar, não sabia onde estavam os exércitos inimigos. Aprisionou dois espiões que a principio disseram estar longe o opositor. Mais tarde, mas tarde demais, confessaram estar o inimigo muito próximo. Das 4+1 divisões (Ptah, Ra, Seth, Amun, povos do mar), Ramses liderava a Ptah à frente, mas a segunda deixou-se isolar, longe da frente e longe da retaguarda. Os hititas atravessaram um rio e atacaram-na, dispersando-a, e atacaram Ramsés por trás. O faraó chegou a estar isolado, mas a bravura supostamente fez aguentar a sua divisão, reagrupou a Rá, e com a chegada de uma divisão mercenária dos povos do mar, que o ajudou, surpreendeu os Hititas que achavam estar feita a vitória, e acabou por os rechaçar para lá do rio. De novo os rei dos Hititas e os seus aliados (17 soberanos) tentaram mas de novo falharam. E passados dois dias, o Faraó retirou-se, cantando vitória, que não teve, porque o seu objectivo fora reconquistar a cidade de Kadesh, tomada pelo seu pai e perdida anos depois.
Ramsés fez mais campanhas na Síria, mantendo o território mas sempre perdendo o controlo ao regressar ao Egipto. Apenas a zona de Canaan se manteve egípcia.
Fez campanhas também na Líbia e na Núbia. Deixou escrito (tal como os Hititas) o primeiro acordo de paz com estes, com o rei Hatusil III. Durante o longo reinado, reverteu e fez por apagar o que existia do periodo de El Amarna. E por falar nesse periodo, e na sua capital, viu-se que Ramses, como Akhenaton, criou a sua própria capital. A capital fora Tebas, durante o tempo da XVIII dinastia (Hatseput) e na XIX dinastia, até Ramses II.
Ramses II morreu em 1213, com 90 anos. Foi casado com várias esposas, sendo a primeira Nefertari, a responsável pelo meu gosto pelo Egipto. Foi na 3ª/4ª classe que fui em viagem de estudo à Gulbenkian, ver a montagem do túmulo da rainha "Nofertari", e achei fantástico. Tanto que pedi à família que me levasse lá outra vez. A partir daí, o fascínio pelo Egipto, especialmente pelo Novo Império, ficou.
Outras esposas se lhe seguiram, de nomear Isetnofret, mãe do filho Merneptah, que sucedeu a Ramses II, já com 60 anos. Reinou 10 anos, moveu a capital de Pi-Ramses para Memphis, e batalhou contra os povos do mar. A estabilidade terminou com a sua sucessão, já que o filho Seti II teve que lutar contra outro pretendente (também filho dele, ou possivelmente de Ramses II) Amenmesse. O usurpador terá reinado no Alto Egipto durante 3-4 anos, mas depois Seti II recuperou o Egipto e vingou-se, tentando limpar da memória futura o possivel irmão/tio. Foi por pouco tempo, já que morreu em 1197. São deste periodo dois papiros importantes, descrições e possivelmente sátiras, um deles obre a "Tale of Two Brothers". Morrendo prematuramente, Siptah, o seu filho (ou possivelmente filho de Amenmesse) reinou, com a rainha Twosret como regente. Foi também pouco, tempo, Siptah morreu em 1191 e rainha ficou sozinha. Claramente não se orientou, porque menos de um ano depois, em 1190, estala a guerra civil no Egipto e ela é deposta (ou morta, não se sabe), terminando a XIX Dinastia.
A história da batalha resume-se: Ramses preparou-se para uma campanha a sério. Demorou um mês a chegar à Siria. Ao chegar, não sabia onde estavam os exércitos inimigos. Aprisionou dois espiões que a principio disseram estar longe o opositor. Mais tarde, mas tarde demais, confessaram estar o inimigo muito próximo. Das 4+1 divisões (Ptah, Ra, Seth, Amun, povos do mar), Ramses liderava a Ptah à frente, mas a segunda deixou-se isolar, longe da frente e longe da retaguarda. Os hititas atravessaram um rio e atacaram-na, dispersando-a, e atacaram Ramsés por trás. O faraó chegou a estar isolado, mas a bravura supostamente fez aguentar a sua divisão, reagrupou a Rá, e com a chegada de uma divisão mercenária dos povos do mar, que o ajudou, surpreendeu os Hititas que achavam estar feita a vitória, e acabou por os rechaçar para lá do rio. De novo os rei dos Hititas e os seus aliados (17 soberanos) tentaram mas de novo falharam. E passados dois dias, o Faraó retirou-se, cantando vitória, que não teve, porque o seu objectivo fora reconquistar a cidade de Kadesh, tomada pelo seu pai e perdida anos depois.
Ramsés fez mais campanhas na Síria, mantendo o território mas sempre perdendo o controlo ao regressar ao Egipto. Apenas a zona de Canaan se manteve egípcia.
Fez campanhas também na Líbia e na Núbia. Deixou escrito (tal como os Hititas) o primeiro acordo de paz com estes, com o rei Hatusil III. Durante o longo reinado, reverteu e fez por apagar o que existia do periodo de El Amarna. E por falar nesse periodo, e na sua capital, viu-se que Ramses, como Akhenaton, criou a sua própria capital. A capital fora Tebas, durante o tempo da XVIII dinastia (Hatseput) e na XIX dinastia, até Ramses II.
Ramses II morreu em 1213, com 90 anos. Foi casado com várias esposas, sendo a primeira Nefertari, a responsável pelo meu gosto pelo Egipto. Foi na 3ª/4ª classe que fui em viagem de estudo à Gulbenkian, ver a montagem do túmulo da rainha "Nofertari", e achei fantástico. Tanto que pedi à família que me levasse lá outra vez. A partir daí, o fascínio pelo Egipto, especialmente pelo Novo Império, ficou.
Outras esposas se lhe seguiram, de nomear Isetnofret, mãe do filho Merneptah, que sucedeu a Ramses II, já com 60 anos. Reinou 10 anos, moveu a capital de Pi-Ramses para Memphis, e batalhou contra os povos do mar. A estabilidade terminou com a sua sucessão, já que o filho Seti II teve que lutar contra outro pretendente (também filho dele, ou possivelmente de Ramses II) Amenmesse. O usurpador terá reinado no Alto Egipto durante 3-4 anos, mas depois Seti II recuperou o Egipto e vingou-se, tentando limpar da memória futura o possivel irmão/tio. Foi por pouco tempo, já que morreu em 1197. São deste periodo dois papiros importantes, descrições e possivelmente sátiras, um deles obre a "Tale of Two Brothers". Morrendo prematuramente, Siptah, o seu filho (ou possivelmente filho de Amenmesse) reinou, com a rainha Twosret como regente. Foi também pouco, tempo, Siptah morreu em 1191 e rainha ficou sozinha. Claramente não se orientou, porque menos de um ano depois, em 1190, estala a guerra civil no Egipto e ela é deposta (ou morta, não se sabe), terminando a XIX Dinastia.
Saturday, July 2, 2011
Povos da Mesopotamia: Mittani Hititas e Assiria
Uma das grandes confusōes da história da Mesopotamia ė o segundo milėnio AC, isto porque o medio oriente foi palco de grandes reinos, grandes guerras e grandes conquistas por varios povos. De entre todos, Mittani, Hititas e Assirios sobressaíram porque chegaram a Babilónia e a relaçōes com o Egipto.
Começando pelos Assirios, é um povo conhecido pela sua brutalidade. Assour a capital, ficava a Noroeste de Babilónia, ie, norte do actual Iraque, existiu desde ca. 2500. Reis da cidade foram sendo vassalos dos acadianos e dos sumérios.Por volta de 2030 existia a primeira dinastia. Esta manteve Assour independente mas vassala de Babiloónia enquanto esta ultima cresceu com Hammourabi. Só que o sucessoes não conseguiram manter a coesão e a Assiria fugiu-lhes ca. 1720. Durante os 500 anos seguintes, o que é brutal, mantiveram-se uma nação estável, com dinastias sucessivas, resistindo aos hititas, cassitas e mittani. Mas em 1498 os Mittani saquearam Assour e durante 100 anos Assour tornou-se vassalo, sempre conservando monarquia. Quando os Mittani fraquejaram de novo a Assiria se tornou independente, passando a exercer influencia sobre Babilonia e a ter contactos com o Egipto por alturas de El Amarna.
Os Mittani reinaram em Washukanni, a Noroeste de Assour, perto da actual Síria e Turquia, durante ca. 200 anos, de 1500 a 1300, beneficiando do vácuo de poder em Babilónia. Lutaram com os Assírios pela supremacia no norte da Mesopotâmia e tiveram relações com o Egipto (Akhenaton casou com uma princesa Mittani). Shaushtatar foi o rei mais proeminente, saqueou Assour e levou as portas da cidade para a sua capital. As relações com o Egipto duraram até à altura de El Amarna, mas depois, Mittani foi enfraquecendo, mesmo mantendo a monarquia e o reino acabou como provincia assíria, sem antes ter sido espartilhado entre Hititas e Assírios, motivo para a batalha de Nihriya, ca. 1230 BC, ganha pelos Assírios.
Os Hititas...reuniram-se na Anatólia, Turquia central actual, e lá constituiram um império que chegou a Babilónia (o famoso saque ca 1595), durante o seu Antigo Império (1750-1500). No seu Médio Império aguentaram o embate de outros povos, até ca. 1430, e depois no novo Império, lutaram com os Mittani e os Assírios (e os Egípcios) para a sua manutenção, que culminou com a destrução dos Mittani (batalha de Nihriya) , e depois deles mesmo, ao se meterem com Ramses II na batalha de Qadesh (a ver mais à frente) em 1274 BC. Após isto, foram-se fragmentando em Estados satélites ao império Assírio, e terminaram como poder.
Os Mittani reinaram em Washukanni, a Noroeste de Assour, perto da actual Síria e Turquia, durante ca. 200 anos, de 1500 a 1300, beneficiando do vácuo de poder em Babilónia. Lutaram com os Assírios pela supremacia no norte da Mesopotâmia e tiveram relações com o Egipto (Akhenaton casou com uma princesa Mittani). Shaushtatar foi o rei mais proeminente, saqueou Assour e levou as portas da cidade para a sua capital. As relações com o Egipto duraram até à altura de El Amarna, mas depois, Mittani foi enfraquecendo, mesmo mantendo a monarquia e o reino acabou como provincia assíria, sem antes ter sido espartilhado entre Hititas e Assírios, motivo para a batalha de Nihriya, ca. 1230 BC, ganha pelos Assírios.
Os Hititas...reuniram-se na Anatólia, Turquia central actual, e lá constituiram um império que chegou a Babilónia (o famoso saque ca 1595), durante o seu Antigo Império (1750-1500). No seu Médio Império aguentaram o embate de outros povos, até ca. 1430, e depois no novo Império, lutaram com os Mittani e os Assírios (e os Egípcios) para a sua manutenção, que culminou com a destrução dos Mittani (batalha de Nihriya) , e depois deles mesmo, ao se meterem com Ramses II na batalha de Qadesh (a ver mais à frente) em 1274 BC. Após isto, foram-se fragmentando em Estados satélites ao império Assírio, e terminaram como poder.
Sunday, February 13, 2011
Egipto: Novo Império, XVIII Dinastia (1550-1292)
De volta à escrita ! A XVIII Dinastia é talvez a mais conhecida do mundo contemporâneo, fruto do conhecimento dos faraós Akhenaton e Tutankhamon. A Dinasia reinou em Tebas e tem os seus faraós sepultados no KV (Kings Valley). Começou com Ahmose após a morte do seu irmão. Ahmose acabou de expulsar os Hicsos, restableceu a ordem, o comércio, a extração de minério e recomeçou projectos de construção. Morreu em 1525 e deixou o Egipto reunificado. Sucedeu-lhe Amenhotep I (Amon está satisfeito), que continuou projectos como o do templo de Karkak e foi o primeiro faraó a construir um templo mortuário independente da tumba. Em 1503, Tutmosis I seguiu-se-lhe. Expandiu as fronteiras para o Levante e para a Núbia, onde efectuou expedições e controlou rebeliões. Continuou a construção em Karnak, e também em Abydos, Edfu, Memhpis, etc. Morreu em 1493. O filho Tutmosis II reinou a seguir por pouco tempo, e deixou o reino à mulher, Hatsheput, que se tornou raínha ca. 1479 até 1458, e se tornou uma das mais famosas raínhas do Egipto. A rainha promoveu expedições de descoberta ao Ponto, acções militares, enorme reestruturação do Estado, fortalecimento da economia e do Estado, e um heroico esforço de construção.
Foi co-regente com o seu filho adoptivo, Tutmosis III, durante 22 anos, que foi durante o seu reinado chefe do exercito, e mais tarde tentou ofuscar a madrasta e remover a sua figura das várias evidencias que a mostravam como a figura predominante da época. Tutmosis III foi de facto um grande génio militar, chamado Napoleão do Egipto, fez 23 raids militares, foi o primeiro faraó a atravessar o Eufrates. Tutmosis é especialmente importante para mim porque foi ele a travar a primeira batalha descrita na história, a batalha de Megiddo, contra uma coligação chefiada pelo rei de Kadesh, por volta de 1457(ou 82, ou 79, dependendo das cronologias...). Tutmosis promoveu também a construção, especialmente em Karnak, e foi com ele que o Egipto alcançou a maior expansão, já que com as vitórias na Síria, grande parte da Ásia Menor ficou sob o domínio egípcio. Reinou ca. 50 anos, um longo reinado! Sucedeu-lhe o filho Amenhotep II em 1427, um atleta, que lutou menos que o pai, e construiu mais diversificado, continuando a reforçar o Estado até 1398. O seguinte, Tutmosis IV, reinou durante 10 breves anos mas fez história, ao construir em Karnak o maior obelisco egípcio, roubado para Roma durante o Império e colocado no Vaticano, Na Piazza San Giovanni, one está hoje. Ladroagem.... A este sucedeu Amenhotep III, o ponto alto da XVIII dinastia, que reinou de 1386-1349, com o Egípto a prosperar como nunca e nos píncaros do poder artístico e de influencia regional. O respeito por este faraó era grande. Deixou muita construção em Karnak, sendo a principal o Templo de Luxor e os colossos de Memnon. O sucessor foi talvez o mais conhecido faraó do Egipto, chamado Akhenaton (Amenophis IV até mudar de nome), o Herético.
Akhenaton reinou 17, e fez estragos consideráveis no estabishment. Casado com Nefertiti, com quem parecia partilhar o poder de igual para igual, tornou-se apologista do monoteísmo na adoração de Rá, ou Aton. Mudou a capital de Tebas para um local novo, chamado Akhetaton (actualmente nomeada el-Amarna, nome também dado a este periodo). As artes ilustrativas da sociedade e do reino mudaram, assim com as esculturas, que passaram a ser naturalistas e realistas. Não há confirmação de que terá obrigado o povo a seguir o monoteísmo, mas o impulso na sociedade foi tão grande que perdurou durante uma década após a sua morte, 1336 BC, com 17 anos de reinado. No periodo seguinte existe alguma incerteza. Terá reinado Smenkhare, por menos de um ano, e depois uma mulher, Neferneferuaten, mas em ambos os casos não existem múmias "oficiais", embora haja candidatas e especulação dos egiptólogos, com diferentes pontos de vista e discussões acaloradas. Este caos resulta do periodo herético de el-Amarna ter sido invertido e apagado por faraós posteriores, nomeadamente da XIX Dinastia. O radicalismo progressivo de Akehaton ao proibir o culto dos Deuses menores, que deixaram de ser Deuses por volta do Ano 9 do seu reinado, e o rebaixamento dos sacerdotes, deixou amargos de boca a muitos. Akhenaton proibiu até imagens e destruiu algumas, para que a religião se focasse no disco solar, Aton. Vejo algum paralelismo com os luteranos que reagiram da mesma maneira durante a reforma, banindo as imagens de santos das suas igrejas, para que os crentes se concentrassem no Salvador. Freud no seu livro Moises e o Monoteísmo, crê ser Moises um crente de Aton que terá fugido do Egipto após a morte do faraó. Esta hipótese é reforçada pela existencia das primeias refencias ao judeísmo ca. 200 anos depois, e pela descoberta de pottery com marcas do astro-rei na Judeia, que indicaria o local de poiso dos primeiros monoteístas.
O filho de Akhenaton, Tutankhamon (Tutankhaton à nascença), reinou como criança no Egipto durante 9 anos. Não se notabilizou em vida, mas sim em morte, pelo facto da sua múmia e tesouro intactos terem sido descobertos por Howard Carter em 1922. Três anos após o inicio do reinado, o faraó (ou os conselheiros por ele, já que o General Horemheb, o Vizir e o Overseer do tesouro tinham grande influencia nele) decretou o retorno ao culto de Amon, previlégios restaurados aos sacerdotes, e a mudança da capital de novo para Tebas, abandonando Akhetaton.
Com a morte de Tutankhamon em 1323, o vizir Ay casou com a viuva e tornou-se faraó até 1319. Horemheb, comandante do exercito, tornou-se então faraó e reinou até 1292, apagando sucessivamente os efeitos do monoteísmo e do reinado de Ay. Já não era de sangue real, e termina com ele a XVIII Dinastia.
Foi co-regente com o seu filho adoptivo, Tutmosis III, durante 22 anos, que foi durante o seu reinado chefe do exercito, e mais tarde tentou ofuscar a madrasta e remover a sua figura das várias evidencias que a mostravam como a figura predominante da época. Tutmosis III foi de facto um grande génio militar, chamado Napoleão do Egipto, fez 23 raids militares, foi o primeiro faraó a atravessar o Eufrates. Tutmosis é especialmente importante para mim porque foi ele a travar a primeira batalha descrita na história, a batalha de Megiddo, contra uma coligação chefiada pelo rei de Kadesh, por volta de 1457(ou 82, ou 79, dependendo das cronologias...). Tutmosis promoveu também a construção, especialmente em Karnak, e foi com ele que o Egipto alcançou a maior expansão, já que com as vitórias na Síria, grande parte da Ásia Menor ficou sob o domínio egípcio. Reinou ca. 50 anos, um longo reinado! Sucedeu-lhe o filho Amenhotep II em 1427, um atleta, que lutou menos que o pai, e construiu mais diversificado, continuando a reforçar o Estado até 1398. O seguinte, Tutmosis IV, reinou durante 10 breves anos mas fez história, ao construir em Karnak o maior obelisco egípcio, roubado para Roma durante o Império e colocado no Vaticano, Na Piazza San Giovanni, one está hoje. Ladroagem.... A este sucedeu Amenhotep III, o ponto alto da XVIII dinastia, que reinou de 1386-1349, com o Egípto a prosperar como nunca e nos píncaros do poder artístico e de influencia regional. O respeito por este faraó era grande. Deixou muita construção em Karnak, sendo a principal o Templo de Luxor e os colossos de Memnon. O sucessor foi talvez o mais conhecido faraó do Egipto, chamado Akhenaton (Amenophis IV até mudar de nome), o Herético.
Akhenaton reinou 17, e fez estragos consideráveis no estabishment. Casado com Nefertiti, com quem parecia partilhar o poder de igual para igual, tornou-se apologista do monoteísmo na adoração de Rá, ou Aton. Mudou a capital de Tebas para um local novo, chamado Akhetaton (actualmente nomeada el-Amarna, nome também dado a este periodo). As artes ilustrativas da sociedade e do reino mudaram, assim com as esculturas, que passaram a ser naturalistas e realistas. Não há confirmação de que terá obrigado o povo a seguir o monoteísmo, mas o impulso na sociedade foi tão grande que perdurou durante uma década após a sua morte, 1336 BC, com 17 anos de reinado. No periodo seguinte existe alguma incerteza. Terá reinado Smenkhare, por menos de um ano, e depois uma mulher, Neferneferuaten, mas em ambos os casos não existem múmias "oficiais", embora haja candidatas e especulação dos egiptólogos, com diferentes pontos de vista e discussões acaloradas. Este caos resulta do periodo herético de el-Amarna ter sido invertido e apagado por faraós posteriores, nomeadamente da XIX Dinastia. O radicalismo progressivo de Akehaton ao proibir o culto dos Deuses menores, que deixaram de ser Deuses por volta do Ano 9 do seu reinado, e o rebaixamento dos sacerdotes, deixou amargos de boca a muitos. Akhenaton proibiu até imagens e destruiu algumas, para que a religião se focasse no disco solar, Aton. Vejo algum paralelismo com os luteranos que reagiram da mesma maneira durante a reforma, banindo as imagens de santos das suas igrejas, para que os crentes se concentrassem no Salvador. Freud no seu livro Moises e o Monoteísmo, crê ser Moises um crente de Aton que terá fugido do Egipto após a morte do faraó. Esta hipótese é reforçada pela existencia das primeias refencias ao judeísmo ca. 200 anos depois, e pela descoberta de pottery com marcas do astro-rei na Judeia, que indicaria o local de poiso dos primeiros monoteístas.
O filho de Akhenaton, Tutankhamon (Tutankhaton à nascença), reinou como criança no Egipto durante 9 anos. Não se notabilizou em vida, mas sim em morte, pelo facto da sua múmia e tesouro intactos terem sido descobertos por Howard Carter em 1922. Três anos após o inicio do reinado, o faraó (ou os conselheiros por ele, já que o General Horemheb, o Vizir e o Overseer do tesouro tinham grande influencia nele) decretou o retorno ao culto de Amon, previlégios restaurados aos sacerdotes, e a mudança da capital de novo para Tebas, abandonando Akhetaton.
Com a morte de Tutankhamon em 1323, o vizir Ay casou com a viuva e tornou-se faraó até 1319. Horemheb, comandante do exercito, tornou-se então faraó e reinou até 1292, apagando sucessivamente os efeitos do monoteísmo e do reinado de Ay. Já não era de sangue real, e termina com ele a XVIII Dinastia.
Monday, February 7, 2011
Egipto: Segundo Periodo Intermédio (1649-1550)
Enquanto a XIII Dinastia perdia o controle do Egipto, parte dele autonomizava-se. No Delta, Xois, uma cidade proclamou independencia e estableceu a XIV Dinastia, que reinou cerca de 100 anos no Baixo Egipto. Paralelamente, os Hicsos, de que já se falou brevemente, um povo asiático, estableceram-se no Egipto e governaram parte do Baixo e Médio Egiptos. Nunca chegaram ao Alto Egipto, que continuou em posse dos governantes de Tebas, que se autonomizaram também dos fracos da XIII Dinastia, e que constituiram a XVI e XVII Dinastias.
Assim a XV Dinastia refere-se a faraós Hicsos,, semitas, com nomes Sakir-Har, Khyan, Apophis e Khamudi, o ultimo destes. Reinaram a partir da sua capital, Avaris, no Norte. Os Hicsos foram sempre considerados invasores, estrangeiros, embora possa não ter havido uma invasão militar, mas uma imigração continuada ao longo da XIII Dinastia, que aproveitou o vazio de poder e a fragmentação no reino para impor o seu próprio. Seja como for, os faraós de Tebas depois de os tolerarem muitos anos, acabaram por expulsá-los do Egipto. Os obreiros foram Kamose, o ultimo faraó da XVII Dinastia de Tebas, e Ahmose, o irmão e primeiro faraó da XVIII Dinastia.
Reza a história que a questiuncla começou com o pai de Kamos, que caçava hipopótamos. Isso irritava o faraó Hicso que venerava Seth, o semideus da guerra que é metade hipopótamo. Escaramuça aqui e ali, e Avaris e Tebas acabaram em guerra aberta, que Kamose acabou por ganhar, nos seus 3 curtos anos de reinado, com uma campanha no Norte que conquistou Avaris e expulsou os Hicsos para lá do Sinai.
No futuro, os Hicsos ficaram para sempre conotados como os "estrangeiros, asiáticos".
Assim a XV Dinastia refere-se a faraós Hicsos,, semitas, com nomes Sakir-Har, Khyan, Apophis e Khamudi, o ultimo destes. Reinaram a partir da sua capital, Avaris, no Norte. Os Hicsos foram sempre considerados invasores, estrangeiros, embora possa não ter havido uma invasão militar, mas uma imigração continuada ao longo da XIII Dinastia, que aproveitou o vazio de poder e a fragmentação no reino para impor o seu próprio. Seja como for, os faraós de Tebas depois de os tolerarem muitos anos, acabaram por expulsá-los do Egipto. Os obreiros foram Kamose, o ultimo faraó da XVII Dinastia de Tebas, e Ahmose, o irmão e primeiro faraó da XVIII Dinastia.
Reza a história que a questiuncla começou com o pai de Kamos, que caçava hipopótamos. Isso irritava o faraó Hicso que venerava Seth, o semideus da guerra que é metade hipopótamo. Escaramuça aqui e ali, e Avaris e Tebas acabaram em guerra aberta, que Kamose acabou por ganhar, nos seus 3 curtos anos de reinado, com uma campanha no Norte que conquistou Avaris e expulsou os Hicsos para lá do Sinai.
No futuro, os Hicsos ficaram para sempre conotados como os "estrangeiros, asiáticos".
Wednesday, February 2, 2011
Egipto: Médio Império (2055-1650)
A história do Egipto neste periodo atravessou três dinastias, XI, XII e XIII. A dinastia XI reinou de Tebas, como se referiu no post anterior, Mentuhotep II reunificou o Egipto, num reinado longo, de 51 anos
Durante este periodo, houve grandes expedições comerciais à Síria, Líbano, O culto de Osíris predominou.
O filho, Mentuhotep III, reinou 13 anos, e o seu sucessor está envolto em mistério. 7 anos de hiato, supostamente ocupados por Mentuhotep IV, mas existem referencias de uma expedição ao Mar Vermelho por um vizir, que terá usurpado o poder, e provocando ou não uma guerra civil, deu início à XII Dinastia.
O vizir tornou-se faraó como Amenemhet I, e quer ele quer o filho Sesostris I (Senusret) consolidaram as fronteiras e fizeram contactos no Líbano. Mudou a capital para Amenemhet Itj Tawy (local desconhecido), e controlou os nomarcas (governadores) das províncias. O Egipto Médio era bem mais feudal que o Antigo Império.
Os sucessores Amenemhet II e Sesostris II mantiveram um Egipto pacificado, mas o seguinte, Sesostris III, foi um guerreiro. Fez campanhas na Núbia e colocou as fronteiras formalmente com fortes a dividir o Egipto da Núbia. Modernizou a Administração central e diminuiu o poder dos governadores, sem os afrontar. Considerado Deus, é referido no Egipto como um heroi.
O filho, Amenemhet IV, continua nos trilhos do pai, empreende grandes projectos mineiros e recruta trabalhadores asiáticos para os monumentos.
Infelizmente, o pico do Middle Kingdom passou, e Amenemhet IV, o faraó seguinte, reinou pouco e passou o ceptro à filha, Sobekneferu, a primeira faraó rainha do egipto.
A dinastia termina aqui, já que a rainha não teve sucessor. O controlo passou para um Oversser, e a dinastia XIII não é mais que uma sucessão de cerca de 14 faraós, alguns sem relação familiar, que estiveram no poder alguns anos, cerca de 15.
Sobekhotep III foi o primeiro de uma série de faraós para os quais existem documentos históricos, além das inscrições em túmulos e quejandas. A existencia de selos reais e documentos indica que o Egipto terá estado estável durante este periodo.
Neferhotep I, e o irmão, seu sucessor, Sobekhotep IV foram os faraó mais importantes da Dinastia.
Os seis ultimos faraós reinaram de novo menos tempo, e o Egipto perdeu integridade de território, quer a sul, como os Núbios quer a Norte, com uma larga imigração de asiáticos, e a geração de uma XIV Dinastia que não controlou todo o território, mas partes do Baixo Egipto, conduzindo assim ao Segundo Periodo Intermédio.
Durante este periodo, houve grandes expedições comerciais à Síria, Líbano, O culto de Osíris predominou.
O filho, Mentuhotep III, reinou 13 anos, e o seu sucessor está envolto em mistério. 7 anos de hiato, supostamente ocupados por Mentuhotep IV, mas existem referencias de uma expedição ao Mar Vermelho por um vizir, que terá usurpado o poder, e provocando ou não uma guerra civil, deu início à XII Dinastia.
O vizir tornou-se faraó como Amenemhet I, e quer ele quer o filho Sesostris I (Senusret) consolidaram as fronteiras e fizeram contactos no Líbano. Mudou a capital para Amenemhet Itj Tawy (local desconhecido), e controlou os nomarcas (governadores) das províncias. O Egipto Médio era bem mais feudal que o Antigo Império.
Os sucessores Amenemhet II e Sesostris II mantiveram um Egipto pacificado, mas o seguinte, Sesostris III, foi um guerreiro. Fez campanhas na Núbia e colocou as fronteiras formalmente com fortes a dividir o Egipto da Núbia. Modernizou a Administração central e diminuiu o poder dos governadores, sem os afrontar. Considerado Deus, é referido no Egipto como um heroi.
O filho, Amenemhet IV, continua nos trilhos do pai, empreende grandes projectos mineiros e recruta trabalhadores asiáticos para os monumentos.
Infelizmente, o pico do Middle Kingdom passou, e Amenemhet IV, o faraó seguinte, reinou pouco e passou o ceptro à filha, Sobekneferu, a primeira faraó rainha do egipto.
A dinastia termina aqui, já que a rainha não teve sucessor. O controlo passou para um Oversser, e a dinastia XIII não é mais que uma sucessão de cerca de 14 faraós, alguns sem relação familiar, que estiveram no poder alguns anos, cerca de 15.
Sobekhotep III foi o primeiro de uma série de faraós para os quais existem documentos históricos, além das inscrições em túmulos e quejandas. A existencia de selos reais e documentos indica que o Egipto terá estado estável durante este periodo.
Neferhotep I, e o irmão, seu sucessor, Sobekhotep IV foram os faraó mais importantes da Dinastia.
Os seis ultimos faraós reinaram de novo menos tempo, e o Egipto perdeu integridade de território, quer a sul, como os Núbios quer a Norte, com uma larga imigração de asiáticos, e a geração de uma XIV Dinastia que não controlou todo o território, mas partes do Baixo Egipto, conduzindo assim ao Segundo Periodo Intermédio.
Monday, January 31, 2011
Egipto: Primeiro Periodo Intermédio (2181-2055)
Com pouco mais de 100 anos, este periodo incluiu 5 dinastias que governaram o Egipto a partir de diferentes locais. A VII e VIII Dinastia governaram de Memphis, num Egipto enfraquecido no seu poder central. Sabe-se pouco delas, porque deixaram poucos monumentos. As IX e X Dinastia governaram de Herakleopolis Magna. Pouco ou nada se sabe desse governo.
O que se sabe é que esses faraós entraram em conflito com uma cidade do Alto Egipto chamada Tebas, porque os seus lídereres se proclararam faraós e tornando-se independentes dos governantes de Herakleopolis, quiseram estender o controlo a todo o Egipto, e conseguiram. Mentuhotep I foi o primeiro principe de Tebas a tornar-se faraó e a dar inicio à XI Dinastia. Seguiram-se Intef I,II,III e Mentuhotep II, que venceu os Herakleopolitas e reunificou todo o Egipto, terminando com ele o periodo intermédio e dando início ao Império Médio ou Middle Kingdom.
O que se sabe é que esses faraós entraram em conflito com uma cidade do Alto Egipto chamada Tebas, porque os seus lídereres se proclararam faraós e tornando-se independentes dos governantes de Herakleopolis, quiseram estender o controlo a todo o Egipto, e conseguiram. Mentuhotep I foi o primeiro principe de Tebas a tornar-se faraó e a dar inicio à XI Dinastia. Seguiram-se Intef I,II,III e Mentuhotep II, que venceu os Herakleopolitas e reunificou todo o Egipto, terminando com ele o periodo intermédio e dando início ao Império Médio ou Middle Kingdom.
Thursday, January 27, 2011
A Babilónia de Hammurabi (1830-1531)
Sumu-abum terá criado Babilónia (As portas de Deus, God's Gates) por volta de 1830, e foi o seu primeiro rei. Dos primeiros cinco reis da dinastia babilónia sabe-se pouco ou nada, apenas que reinaram sobre pouco terreno além da própria cidade.
Apenas com Hammurabi (1720-1686 AC) o destino da cidade mudou, e entrou na História.
A primeira parte do reinado foi pacífica. Mas os Elamitas (Leste, Susa) provocaram-no, e na conquista que se seguiu, Hammurabi conquistou Nippur, Ur, Uruk, Larsa, Lagash, Eshnunna, Assiria (ver império assírio noutro postt) e criou um império na Mesopotamia só comparado até aí ao da III dinastia de Ur. O rei ficou conhecido pelo seu código de Hammurabi, um conjunto de leis escritas em mosaicos, sobre comportamentos e castigos, segundo a lógica do olho-por-olho, dente-por-dente, mas presumindo a inocencia, e obrigando à prova da acusação. Fabulosamente avançado, para leis com quase 4000 anos !
Falando de religião, Ishtar era a Deusa da fertilidade babilónia (e assíria). A equivalente Suméria é Inanna. Mas os Babilónios elevaram o deus patrono da cidade Marduk a líder dos Deuses Babilónios.
Com a sua morte, o filho Samsu-Ilna reinou, mas teve dificuldades com muitas revoltas, e abandonou parte do território, principalmente Sumério. Assur, Elam (e os Gutios) não tinham sido destruídos e continuaram a ser uma fonte de desacatos. Como foi referido noutro posto, Rim-sin (II) em Larsa encabeçou uma revolta, que alastrou a várias cidades, e obrigou Samsu-Ilna a atacar Ur,Uruk,Isin e finalmente Larsa, aprisionando o revoltoso proclamado rei Rim-Sin.
Iluma-ilu, outro revoltoso em Isin teve mais sucesso. Conseguiu à segunda, derrotar Samsu-Ilna, e com isso, establecer a chamada II dinastia de Babilónia (Sealand) que não governou a cidade Babilónio, mas os territórios Sumérios adjacentes, incluindo Nippur, que saltou fora da esfera de influencia Babilónica depois de Samsu-Ilna morrer. Este teve ainda que lutar contra os Elamitas e os Assírios, e teve o primeiro combate contra os Kassitas.
Samsu-Ilna foi preponderante para aguentar o Império do pai. Morreu em 1648. Sucedeu-lhe Abieshu, Ammi-ditana, Ammisaduqa e Samsu-Ditana. Este ultimo foi mesmo o ultimo da dinastia de Hammurabi, e assistiu ao saque de Babilónia pelos Hititas por volta de 1531.
A dinastia II de Babilónia (chamada Sealand) durou até ca. 1460 mas nunca governou Babilónia, ou assim se pensava, até que os estudos mais modernos apontam para que depois do saque, Babilónia chegou a ser governada brevemente por estes reis (de um total de doze).
Babilónia, depois de saqueada pelos Hititas, foi governada pelos Kassitas durante ca. 400 anos.
Apenas com Hammurabi (1720-1686 AC) o destino da cidade mudou, e entrou na História.
A primeira parte do reinado foi pacífica. Mas os Elamitas (Leste, Susa) provocaram-no, e na conquista que se seguiu, Hammurabi conquistou Nippur, Ur, Uruk, Larsa, Lagash, Eshnunna, Assiria (ver império assírio noutro postt) e criou um império na Mesopotamia só comparado até aí ao da III dinastia de Ur. O rei ficou conhecido pelo seu código de Hammurabi, um conjunto de leis escritas em mosaicos, sobre comportamentos e castigos, segundo a lógica do olho-por-olho, dente-por-dente, mas presumindo a inocencia, e obrigando à prova da acusação. Fabulosamente avançado, para leis com quase 4000 anos !
Falando de religião, Ishtar era a Deusa da fertilidade babilónia (e assíria). A equivalente Suméria é Inanna. Mas os Babilónios elevaram o deus patrono da cidade Marduk a líder dos Deuses Babilónios.
Com a sua morte, o filho Samsu-Ilna reinou, mas teve dificuldades com muitas revoltas, e abandonou parte do território, principalmente Sumério. Assur, Elam (e os Gutios) não tinham sido destruídos e continuaram a ser uma fonte de desacatos. Como foi referido noutro posto, Rim-sin (II) em Larsa encabeçou uma revolta, que alastrou a várias cidades, e obrigou Samsu-Ilna a atacar Ur,Uruk,Isin e finalmente Larsa, aprisionando o revoltoso proclamado rei Rim-Sin.
Iluma-ilu, outro revoltoso em Isin teve mais sucesso. Conseguiu à segunda, derrotar Samsu-Ilna, e com isso, establecer a chamada II dinastia de Babilónia (Sealand) que não governou a cidade Babilónio, mas os territórios Sumérios adjacentes, incluindo Nippur, que saltou fora da esfera de influencia Babilónica depois de Samsu-Ilna morrer. Este teve ainda que lutar contra os Elamitas e os Assírios, e teve o primeiro combate contra os Kassitas.
Samsu-Ilna foi preponderante para aguentar o Império do pai. Morreu em 1648. Sucedeu-lhe Abieshu, Ammi-ditana, Ammisaduqa e Samsu-Ditana. Este ultimo foi mesmo o ultimo da dinastia de Hammurabi, e assistiu ao saque de Babilónia pelos Hititas por volta de 1531.
A dinastia II de Babilónia (chamada Sealand) durou até ca. 1460 mas nunca governou Babilónia, ou assim se pensava, até que os estudos mais modernos apontam para que depois do saque, Babilónia chegou a ser governada brevemente por estes reis (de um total de doze).
Babilónia, depois de saqueada pelos Hititas, foi governada pelos Kassitas durante ca. 400 anos.
Monday, January 24, 2011
A Renascença Suméria, domínio amorrita e declínio (2047-1764)
O renascimento sumério deu-se entre 2047 e 1940 AC, com a dinastia III de Ur. Reinaram Utu-hengal, Ur-Nammu, Shulgi, Amar-Sin, Shu-Sin e Ibbi-Sin. Ur-Nammu foi responsável por um código de leis comparável ao do mais tarde famoso Hamurabi, e a um código centenas de anos mais antigo, proveniente de Lagash. Durante este tempo, os semitas do Irão, chamados Elamitas e depois os Amoritas, da Síria, foram pressionando mais e mais as cidades Sumérias, culminando com o saque de Ur em 1940, aprisionando o rei Ibbi-Sin e efectivamente terminando a dinastia e domínio sumério de Ur. Da Suméria restou a língua, usada em liturgias (como o latim no periodo pos-romano).
Mas não só. Credita-se aos sumérios a descoberta da roda, da construção do carro de guerra, do sistema decimal e sexagesimal, dos primeiros sistemas de leis e administração pública, da escrita, da astronomia, reconhecendo os 5 planetas a olho nú, da matemática e geometria (cálculo de áreas e volumes).
Com o saque de Ur, Ishbi-Erra, oficial de Ibbi-Sin, deslocou a capital para Isin, e conseguiu brevemente recapturar Ur, Uruk e Lagash. Teve 14 sucessores (!), os ultimos referidos na Sumerian King List. Isin perdeu importancia quando um desses sucessores (Lipit-Eshtar?) nomeou governador de Lagash um tal de Gungunum. Lagash declarou-se independente e conquistou Ur. Arrebatou o comércio a Isin e fez da capital Larsa, continuando uma dinastia independente, com base amorrita, que se tinha iniciado com Naplanum, contemporaneo de Ibbi-Suen em 1961 AC, durante a grande seca e fome que assolou a Mesopotamia.
Os 17 reis de Larsa não figuram na Sumerian King List, mas numa específica Larsa Kings List. Chegaram a conquistar 15 outras cidades, dominaram o comércio nos canais e no golfo, e duraram até à conquista por Babilónia, e até depois, até 1674. Com isso, bloquearam o comércio das cidades mais a norte, e as antigas cidades Sumérias declinaram.
De 1961 a 1764 , Larsa foi dominando mais e mais. Mas tornou-se tão importante que outros reis tentaram destruí-la. Assim, o rei Rim-Sin I foi atacado pelos reis de Isin, Uruk, e o líder da crescente Babilónia (ver next post). Rim-Sin ainda os derrotou, invadindo Isin, e terminando a sua dinastia. Só que pouco depois em 1764 o rei de Babilónia, Hammurabi conquistou Larsa e levou Rim-Sin prisioneiro.
A partir daí os reis de Babilónia tornaram-se os titulares de Larsa, que teve mais tarde ainda um tal de Rim-Sin II em 1699, que se terá revoltado contra Babilónia, mas foi morto.
Faltou referir Nippur, cidade sagrada da Suméria. Apesar de nunca ter sido politicamente independente, o controlo de Nippur era essencial para garantir uma efectiva dinastia, já que continha o shrine do Sumerian god Enlil, Lord Wind.
Mas não só. Credita-se aos sumérios a descoberta da roda, da construção do carro de guerra, do sistema decimal e sexagesimal, dos primeiros sistemas de leis e administração pública, da escrita, da astronomia, reconhecendo os 5 planetas a olho nú, da matemática e geometria (cálculo de áreas e volumes).
Com o saque de Ur, Ishbi-Erra, oficial de Ibbi-Sin, deslocou a capital para Isin, e conseguiu brevemente recapturar Ur, Uruk e Lagash. Teve 14 sucessores (!), os ultimos referidos na Sumerian King List. Isin perdeu importancia quando um desses sucessores (Lipit-Eshtar?) nomeou governador de Lagash um tal de Gungunum. Lagash declarou-se independente e conquistou Ur. Arrebatou o comércio a Isin e fez da capital Larsa, continuando uma dinastia independente, com base amorrita, que se tinha iniciado com Naplanum, contemporaneo de Ibbi-Suen em 1961 AC, durante a grande seca e fome que assolou a Mesopotamia.
Os 17 reis de Larsa não figuram na Sumerian King List, mas numa específica Larsa Kings List. Chegaram a conquistar 15 outras cidades, dominaram o comércio nos canais e no golfo, e duraram até à conquista por Babilónia, e até depois, até 1674. Com isso, bloquearam o comércio das cidades mais a norte, e as antigas cidades Sumérias declinaram.
De 1961 a 1764 , Larsa foi dominando mais e mais. Mas tornou-se tão importante que outros reis tentaram destruí-la. Assim, o rei Rim-Sin I foi atacado pelos reis de Isin, Uruk, e o líder da crescente Babilónia (ver next post). Rim-Sin ainda os derrotou, invadindo Isin, e terminando a sua dinastia. Só que pouco depois em 1764 o rei de Babilónia, Hammurabi conquistou Larsa e levou Rim-Sin prisioneiro.
A partir daí os reis de Babilónia tornaram-se os titulares de Larsa, que teve mais tarde ainda um tal de Rim-Sin II em 1699, que se terá revoltado contra Babilónia, mas foi morto.
Faltou referir Nippur, cidade sagrada da Suméria. Apesar de nunca ter sido politicamente independente, o controlo de Nippur era essencial para garantir uma efectiva dinastia, já que continha o shrine do Sumerian god Enlil, Lord Wind.
Thursday, January 20, 2011
Acadia : o despontar da Mesopotamia (2270-2083)
Na Mesopotamia distingue-se a Suméria da Acádia, como sendo a primeira a mescla de cidades estado ou domínios, como os de Lagash, que não duravam mais do que a vida de um rei, e a segunda, com o domínio da dinastia acadiana de Sargão. Na verdade eram povos com línguas diferentes, mas que se fundiram, de tal maneira que 1000 anos depois já não existia a língua suméria. Os acadianos eram semitas, por oposição aos sumérios. Como curiosidade, a cidade de Akkad, capital, nunca foi descoberta.
Akkad, a cidade berço deste império, floresceu nos secs. XXIV a XXII AC. Curiosamente, não se sabe onde ela fica. É primeiramente referida no livro dos Genesis (o 1ºlivro da biblia dos hebreus e do antigo testamento cristão). Akkad possuia lingua própria, que se espalhou pela Mesopotamia durante o periodo do império de Sargão, o grande líder, e substituiu a lingua suméria, fundindo-se. Sargão conquistou a Suméria pela força, atacando e destruindo Uruk, e depois defrontando um exercito de coligação de várias cidades sumérias, ca. 2271(?) AC, na batalha de Uruk. Reinou 53 anos e deixou história.
Teremos de estudar melhor o seu legado.
O sucessor Rimush seu filho reinou apenas 9 anos e enfrentou revoltas. Seguiu-se o irmão, Manishtushu que reinou de 2276 a 2261 AC.
O neto de Sargão, Naram-Sin, foi quem reinou a seguir, sendo o primeiro a considerar-se divindade (Sin=Deus). Lutou contra Uruk, reinou 56 anos, conquistou muita terra, construiu templos.
Com o seu filho Shar-kali-sharri, Começaram as batalhas contra os Gutios, que eram povos das montanhas que desciam para guerrar nas planícies. Eram desorganizados mas aguerridos. Dudu reinou ainda, e depois Shu-turul.
Mas finalmente, os Gutios tomaram conta de Akkad, que destruiram em 2115 AC( depois de terem vencido o rei de Uruk em 2150), e passaram eles a governar o que restava do Império. 100 anos, foi o que durou este primeiro império acadiano. Os Gutios mantiveram-se até 2050.
Outras cidades como Lagash, e de novo Uruk, emanciparam-se dos gutios, e tornaram-se de novo independentes.
Os Gutios, broncos, tomaram conta da Suméria, e a sua desorganização trouxe fome e convulsões até 2050. É de referir que este periodo coincide com o fim do Antigo Império no Egipto, e os problemas climáticos com a ausencia de chuva, poucas colheitas e fome associada foi partilhado pelo Egipto e pelo Médio Oriente.
Por volta de 2050, Uruk and Ur, uniram-se para terminar com o domínio Gútio, e o rei de Uruk, Utu-hengal, venceu-os e tornou-se rei da Suméria (de origem suméria, e não acadiana ou gútia). Não durou muito, e 7 anos depois, o governador de Ur, Ur-Namma, tornou-se ele rei da Suméria, dando origem ao periodo (2047-1940 AC) chamado Renascença Suméria, Império Neo-Sumério, ou Império Ur III.
Akkad, a cidade berço deste império, floresceu nos secs. XXIV a XXII AC. Curiosamente, não se sabe onde ela fica. É primeiramente referida no livro dos Genesis (o 1ºlivro da biblia dos hebreus e do antigo testamento cristão). Akkad possuia lingua própria, que se espalhou pela Mesopotamia durante o periodo do império de Sargão, o grande líder, e substituiu a lingua suméria, fundindo-se. Sargão conquistou a Suméria pela força, atacando e destruindo Uruk, e depois defrontando um exercito de coligação de várias cidades sumérias, ca. 2271(?) AC, na batalha de Uruk. Reinou 53 anos e deixou história.
Teremos de estudar melhor o seu legado.
O sucessor Rimush seu filho reinou apenas 9 anos e enfrentou revoltas. Seguiu-se o irmão, Manishtushu que reinou de 2276 a 2261 AC.
O neto de Sargão, Naram-Sin, foi quem reinou a seguir, sendo o primeiro a considerar-se divindade (Sin=Deus). Lutou contra Uruk, reinou 56 anos, conquistou muita terra, construiu templos.
Com o seu filho Shar-kali-sharri, Começaram as batalhas contra os Gutios, que eram povos das montanhas que desciam para guerrar nas planícies. Eram desorganizados mas aguerridos. Dudu reinou ainda, e depois Shu-turul.
Mas finalmente, os Gutios tomaram conta de Akkad, que destruiram em 2115 AC( depois de terem vencido o rei de Uruk em 2150), e passaram eles a governar o que restava do Império. 100 anos, foi o que durou este primeiro império acadiano. Os Gutios mantiveram-se até 2050.
Outras cidades como Lagash, e de novo Uruk, emanciparam-se dos gutios, e tornaram-se de novo independentes.
Os Gutios, broncos, tomaram conta da Suméria, e a sua desorganização trouxe fome e convulsões até 2050. É de referir que este periodo coincide com o fim do Antigo Império no Egipto, e os problemas climáticos com a ausencia de chuva, poucas colheitas e fome associada foi partilhado pelo Egipto e pelo Médio Oriente.
Por volta de 2050, Uruk and Ur, uniram-se para terminar com o domínio Gútio, e o rei de Uruk, Utu-hengal, venceu-os e tornou-se rei da Suméria (de origem suméria, e não acadiana ou gútia). Não durou muito, e 7 anos depois, o governador de Ur, Ur-Namma, tornou-se ele rei da Suméria, dando origem ao periodo (2047-1940 AC) chamado Renascença Suméria, Império Neo-Sumério, ou Império Ur III.
Tuesday, December 7, 2010
Sumeria : O berço ( ~3000- 2270)
Na Suméria, ou Iraque, começou a civilização. Em 5000 AC já existia agricultura, e um sistema arcaico de proto-escrita, que se desenvolveu. Ao contrário do Egipto, onde um faraó se ergueu e reinou em todo o reino, ou pelo menos tentou, na Suméria, as cidades-Estado cresceram independentes. Houve várias importantes, como Ur, Kish e Uruk, foi talvez a mais importante, (de onde saíu a palavra urbe/urbano), e floresceu no periodo de Uruk (4000 a 3100 AC).
A lista de reis e informação datada provém da chamada Sumerian King List, um documento antigo que foi sendo actualizado ao longo de séculos.
Ao periodo de 2900-2300, chama-se Perido Dinástico Antigo.
Mesh-ki-ang-gasher terá sido o primeiro rei em Uruk desta I dinastia. Dele se sabe pouco mais que a informação na lista, e que terá sido o criador da escrita.
Sucedeu-lhe Enmerkar, que terá fundado Uruk e é referido em lendas Sumérias.
Depois veio Lugalbanda, também ele referido em lendas.
O seguinte foi Dumuzid, que terá capturado um rei de Kish.
E chegamos onde queriamos chegar, ou seja, Gilgamesh. Gilgamesh foi idolatrado muma lenda, a Épica de Gilgamesh, onde figura como semi-deus com força sobre-humana. É a lenda mais importante da antiga Mesopotamia, escrita em diversos textos, escritas e formas.
A lista de reis é enorme e cobre diversas cidades, Kish, Uruk, Ur, Awan, Akshak, etc. Uma vez que não existiu império nesta fase, mas apenas cidades-Estado, vamos abreviar esta descrição até à altura em que existiu união, ou seja, O império Acadiano. Externa a esta lista, existiu uma cidade importante, Lagash, nas margens do golfo, que guerrou outras como Kish, mas cuja lista de reis não faz parte da lista "oficia", embora tenha sido encontrado um suplemento. Lagash subsistiu independente até ao império Acadiano, e continuou depois dele.
A lista de reis e informação datada provém da chamada Sumerian King List, um documento antigo que foi sendo actualizado ao longo de séculos.
Ao periodo de 2900-2300, chama-se Perido Dinástico Antigo.
Mesh-ki-ang-gasher terá sido o primeiro rei em Uruk desta I dinastia. Dele se sabe pouco mais que a informação na lista, e que terá sido o criador da escrita.
Sucedeu-lhe Enmerkar, que terá fundado Uruk e é referido em lendas Sumérias.
Depois veio Lugalbanda, também ele referido em lendas.
O seguinte foi Dumuzid, que terá capturado um rei de Kish.
E chegamos onde queriamos chegar, ou seja, Gilgamesh. Gilgamesh foi idolatrado muma lenda, a Épica de Gilgamesh, onde figura como semi-deus com força sobre-humana. É a lenda mais importante da antiga Mesopotamia, escrita em diversos textos, escritas e formas.
A lista de reis é enorme e cobre diversas cidades, Kish, Uruk, Ur, Awan, Akshak, etc. Uma vez que não existiu império nesta fase, mas apenas cidades-Estado, vamos abreviar esta descrição até à altura em que existiu união, ou seja, O império Acadiano. Externa a esta lista, existiu uma cidade importante, Lagash, nas margens do golfo, que guerrou outras como Kish, mas cuja lista de reis não faz parte da lista "oficia", embora tenha sido encontrado um suplemento. Lagash subsistiu independente até ao império Acadiano, e continuou depois dele.
Saturday, December 4, 2010
Egipto: O Antigo Império III (Declínio)
Userkaf, o primeiro faraó da V Dinastia, começou, em complemento às piramides funerárias, a construir templos dedicados ao Sol.
O complexo de piramides estableceu-se em Abusir, e os vários faraós desta dinastia construiram lá.
Com esta dinastia intensificou-se também a procura por pedra de construção, metais, pedras preciosas para joalharia, e madeira para mobiliário e adornos.
O segundo faraó, Sahure, construiu embarcações que sulcaram o Mediterraneo, quiçá para a Ásia Menor, à procura de materiais para troca.
Seguiu-se Neferirkare, do qual se sabe bastante sobre a sua bondade, graças a grande quantidade de escrita sobre ele que nos chegou, por pessoas que participaram na corte e do quotidiano real.
Depois, há alguma confusão com o que se segiu. Parece ter reinado um Shepseskare por pouco tempo, e Neferefre, de linhagem diferente, e também por pouco tempo.
Ao contrário, Nyuserre Ini, o faraó seguinte, reinou 24 anos, de 2445 a 2421 AC. Sabe-se que terá feito campanhas na Libia e na Ásia, mas nada mais.
A seguir, Menkauhor Kaiu, foi o ultimo faraó a construir um templo ao Sol. Começam a aparecer pedras referenciando os faraós na zona do Sinai, indicando uma penetração egípcia na Ásia.
Acontece o mesmo com Djedkare Isesi, que reinou seguidamente mais de 30 anos, e dos quais há muita informação também de tumbas de pessoa que viveram na sua época e que falam da vida no Egipto por essa altura. Como os predecessores, construiu complexos funerários com piramide, mas neste caso, não em Abusir, mas em Saqqara.
O seu vizir foi Ptahhotep, responsável por um dos mais antigos escritos sobre comportamento moral para jovens, e é referenciado por muitos como o primeiro filósofo. O escrito está no Louvre.
O ultimo faraó desta dinastia foi Unas, que reinou 30 anos e iniciou o sistema de escrita dentro das piramides com textos destinados ao faraó, para que pudesse lutar contra o mal quando reencarnasse. Estes primeiros textos, traduzidos, fizeram de Unas um dos faraós mais evocados contemporaneamente em óperas, filmes e músicas.
Unas deixou uma filha, que terá casado com Teti, que se tornou faraó inciando a VI Dinastia. Esta dinastia é caracterizada pelo facto de vários membros na corte, da nobreza egípcia, e incluindo o seu vizir, começarem também eles a construir monumentos funerários tais que rivalizavam com o faraó, e que começaram a corroer o seu poder absoluto, contribuindo para a queda do Antigo Império. O facto de existirem muitos mais monumentos nesta época, e porque os escritos interiores se tornaram comuns, dá-nos muito mais informação desta dinastia.
Teti foi assassinado por um guarda costas, poucos anos reinou. Userkare sucedeu-lhe, provavelmente um usurpador que participou na revolta. O filho de Teti, Pepi I, recuperou o trono e reinou 49 anos (!). A recuperação foi feita com ajuda dos nobres, que assim se tornaram mais poderosos. Houve conquistas de território para a Libia e Somália.
Merenre Nemtyemsaf I sucedeu-lhe, sem grande história, mas o sucessor, Pepi II, terá reinado 94, o reinado mais longo da história, contestado por estudiosos, que apontam para 64 anos.
Com Pepi II, o Antigo Império declinou acentuadamente, com os nobres a tornarem-se senhores feudais que se guerreavam entre si para conquistar terreno e favores.
Existem dados de relações com Byblos e de pacificação com a Líbia.
O seu filho Merenre Nemtyemsaf II, quando ascendeu ao trono era já velho e apenas reinou um ano.
Supostamente, Nitiqret terá sido a primeira mulher faraó, e ultima da VI Dinastia, enterrando formalmente o Antigo Império por volta de 2181 AC.
Coincidencia ? :) . O género feminino é no entanto é contestado por estudos recentes, que apontam para erros na recuperação de alguns escritos. Seja como for, Nitiqret ou Nitocris (referenciada por Heródoto) é referencia usada por romances, filmes e músicas da nossa época.
Na verdade, as causas da queda do Império foram a excessiva construção, que requisitou demasiados recursos, as guerras civis entre a nobreza egípcia, ajudadas por um poder faraónico que foi enfraquecendo, e finalmente, um periodo de seca extremamente longo de dezenas de anos que diminuiu o caudal do Nilo e naturalmente as zonas de inundação, conduzindo a menos produção agrícola e consequente fome.
O complexo de piramides estableceu-se em Abusir, e os vários faraós desta dinastia construiram lá.
Com esta dinastia intensificou-se também a procura por pedra de construção, metais, pedras preciosas para joalharia, e madeira para mobiliário e adornos.
O segundo faraó, Sahure, construiu embarcações que sulcaram o Mediterraneo, quiçá para a Ásia Menor, à procura de materiais para troca.
Seguiu-se Neferirkare, do qual se sabe bastante sobre a sua bondade, graças a grande quantidade de escrita sobre ele que nos chegou, por pessoas que participaram na corte e do quotidiano real.
Depois, há alguma confusão com o que se segiu. Parece ter reinado um Shepseskare por pouco tempo, e Neferefre, de linhagem diferente, e também por pouco tempo.
Ao contrário, Nyuserre Ini, o faraó seguinte, reinou 24 anos, de 2445 a 2421 AC. Sabe-se que terá feito campanhas na Libia e na Ásia, mas nada mais.
A seguir, Menkauhor Kaiu, foi o ultimo faraó a construir um templo ao Sol. Começam a aparecer pedras referenciando os faraós na zona do Sinai, indicando uma penetração egípcia na Ásia.
Acontece o mesmo com Djedkare Isesi, que reinou seguidamente mais de 30 anos, e dos quais há muita informação também de tumbas de pessoa que viveram na sua época e que falam da vida no Egipto por essa altura. Como os predecessores, construiu complexos funerários com piramide, mas neste caso, não em Abusir, mas em Saqqara.
O seu vizir foi Ptahhotep, responsável por um dos mais antigos escritos sobre comportamento moral para jovens, e é referenciado por muitos como o primeiro filósofo. O escrito está no Louvre.
O ultimo faraó desta dinastia foi Unas, que reinou 30 anos e iniciou o sistema de escrita dentro das piramides com textos destinados ao faraó, para que pudesse lutar contra o mal quando reencarnasse. Estes primeiros textos, traduzidos, fizeram de Unas um dos faraós mais evocados contemporaneamente em óperas, filmes e músicas.
Unas deixou uma filha, que terá casado com Teti, que se tornou faraó inciando a VI Dinastia. Esta dinastia é caracterizada pelo facto de vários membros na corte, da nobreza egípcia, e incluindo o seu vizir, começarem também eles a construir monumentos funerários tais que rivalizavam com o faraó, e que começaram a corroer o seu poder absoluto, contribuindo para a queda do Antigo Império. O facto de existirem muitos mais monumentos nesta época, e porque os escritos interiores se tornaram comuns, dá-nos muito mais informação desta dinastia.
Teti foi assassinado por um guarda costas, poucos anos reinou. Userkare sucedeu-lhe, provavelmente um usurpador que participou na revolta. O filho de Teti, Pepi I, recuperou o trono e reinou 49 anos (!). A recuperação foi feita com ajuda dos nobres, que assim se tornaram mais poderosos. Houve conquistas de território para a Libia e Somália.
Merenre Nemtyemsaf I sucedeu-lhe, sem grande história, mas o sucessor, Pepi II, terá reinado 94, o reinado mais longo da história, contestado por estudiosos, que apontam para 64 anos.
Com Pepi II, o Antigo Império declinou acentuadamente, com os nobres a tornarem-se senhores feudais que se guerreavam entre si para conquistar terreno e favores.
Existem dados de relações com Byblos e de pacificação com a Líbia.
O seu filho Merenre Nemtyemsaf II, quando ascendeu ao trono era já velho e apenas reinou um ano.
Supostamente, Nitiqret terá sido a primeira mulher faraó, e ultima da VI Dinastia, enterrando formalmente o Antigo Império por volta de 2181 AC.
Coincidencia ? :) . O género feminino é no entanto é contestado por estudos recentes, que apontam para erros na recuperação de alguns escritos. Seja como for, Nitiqret ou Nitocris (referenciada por Heródoto) é referencia usada por romances, filmes e músicas da nossa época.
Na verdade, as causas da queda do Império foram a excessiva construção, que requisitou demasiados recursos, as guerras civis entre a nobreza egípcia, ajudadas por um poder faraónico que foi enfraquecendo, e finalmente, um periodo de seca extremamente longo de dezenas de anos que diminuiu o caudal do Nilo e naturalmente as zonas de inundação, conduzindo a menos produção agrícola e consequente fome.
Thursday, December 2, 2010
Egipto: O Antigo Império II (Piramides)
A IV Dinastia foi das mais produtivas e marcantes da história do Egipto.
Sneferu foi um construtor de piramides, executou três. Meidum, colapsou parcialmente, e o colapso terá ocorrido durante a construção.
A segunda, A piramide dobrada, foi construída para ser o seu tumulo e com outra mais pequena para a consorte. Nota-se pelo facto de apresentar dois angulos de ataque, mais inclinado até meio.
A terceira, a piramide vermelha, é a maior piramide além das 3 de Ghizah.
Curiosamente, o túmulo de Sneferu nunca foram encontrados, e nunca se encontrou entradas na piramide vermelha, adensando o mistério
Sabe Deus o que motivava estes tipos a construirem tumulos de tamanhos tão colossais. É um facto que até esta altura os faraós eram adorados como símbolo da vida. Mais tarde, a idolatração passou para os Deuses própriamente ditos, Rah, etc, e como tal o faraó deixou de ser exclusivo adoração, e isso contribuiu para que não se construissem mais e maiores piramides, mas em vez disso, templos aos Deuses.
O tumulo de Hetepheres, a consorte de Sneferu, foi encontrado intacto (mas sem o corpo!) com muita mobília e as primeiras canopic jars, ou seja, foi a primeira vez que se viu guardarem as vísceras para a vida depois da morte.
Quem sai aos seus não degenera, e Sneferu foi o pai de Khufu, ou Qheops, que reinou de 2589 a 2566 AC e foi o construtor da maior piramide de todos os tempos, uma das 7 maravilhas do mundo.
Ao contrário de seu pai, que é descrito como um rei bondoso, Qheops é lembrado como um déspota. É conhecido motivo de chacota que a única imagem conhecida do faraó que construiu a maior piramide de sempre seja uma estátua mínima. Reinou 23 anos, tempo suficente para construir o enorme mausoleu.
Sucedeu-lhe o filho Djedefre , com o titulo de Filho de Rá, indicando uma crescente adoração pelo culto deste Deus.
Terá construído a primeira esfinge, e um complexo de piramides, que ruíram.
Khafra ou Kefren, reinou a seguir, de 2558 a 2532AC, e construiu a segunda maior piramide de Gizah, e segundo parte dos especialistas, também a grande esfínge.
O sucessor foi Menkaura, ou em grego, Mikerinos, reinando de 2490 a 2472 AC, e construindo a terceira e mais pequena piramide de Gizah.
o filho, Shepseskaf, reinou pouco tempoo, de 2503 2498 AC terá concluído a piramide do pai. A sua própria tumba foi uma mastaba em Saqqara, quiçá por falta de tempo, e com ele acabou a época da construção das grandes piramides, encerrando assim a IV Dinastia.
Sneferu foi um construtor de piramides, executou três. Meidum, colapsou parcialmente, e o colapso terá ocorrido durante a construção.
A segunda, A piramide dobrada, foi construída para ser o seu tumulo e com outra mais pequena para a consorte. Nota-se pelo facto de apresentar dois angulos de ataque, mais inclinado até meio.
A terceira, a piramide vermelha, é a maior piramide além das 3 de Ghizah.
Curiosamente, o túmulo de Sneferu nunca foram encontrados, e nunca se encontrou entradas na piramide vermelha, adensando o mistério
Sabe Deus o que motivava estes tipos a construirem tumulos de tamanhos tão colossais. É um facto que até esta altura os faraós eram adorados como símbolo da vida. Mais tarde, a idolatração passou para os Deuses própriamente ditos, Rah, etc, e como tal o faraó deixou de ser exclusivo adoração, e isso contribuiu para que não se construissem mais e maiores piramides, mas em vez disso, templos aos Deuses.
O tumulo de Hetepheres, a consorte de Sneferu, foi encontrado intacto (mas sem o corpo!) com muita mobília e as primeiras canopic jars, ou seja, foi a primeira vez que se viu guardarem as vísceras para a vida depois da morte.
Quem sai aos seus não degenera, e Sneferu foi o pai de Khufu, ou Qheops, que reinou de 2589 a 2566 AC e foi o construtor da maior piramide de todos os tempos, uma das 7 maravilhas do mundo.
Ao contrário de seu pai, que é descrito como um rei bondoso, Qheops é lembrado como um déspota. É conhecido motivo de chacota que a única imagem conhecida do faraó que construiu a maior piramide de sempre seja uma estátua mínima. Reinou 23 anos, tempo suficente para construir o enorme mausoleu.
Sucedeu-lhe o filho Djedefre , com o titulo de Filho de Rá, indicando uma crescente adoração pelo culto deste Deus.
Terá construído a primeira esfinge, e um complexo de piramides, que ruíram.
Khafra ou Kefren, reinou a seguir, de 2558 a 2532AC, e construiu a segunda maior piramide de Gizah, e segundo parte dos especialistas, também a grande esfínge.
O sucessor foi Menkaura, ou em grego, Mikerinos, reinando de 2490 a 2472 AC, e construindo a terceira e mais pequena piramide de Gizah.
o filho, Shepseskaf, reinou pouco tempoo, de 2503 2498 AC terá concluído a piramide do pai. A sua própria tumba foi uma mastaba em Saqqara, quiçá por falta de tempo, e com ele acabou a época da construção das grandes piramides, encerrando assim a IV Dinastia.
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