Com pouco mais de 100 anos, este periodo incluiu 5 dinastias que governaram o Egipto a partir de diferentes locais. A VII e VIII Dinastia governaram de Memphis, num Egipto enfraquecido no seu poder central. Sabe-se pouco delas, porque deixaram poucos monumentos. As IX e X Dinastia governaram de Herakleopolis Magna. Pouco ou nada se sabe desse governo.
O que se sabe é que esses faraós entraram em conflito com uma cidade do Alto Egipto chamada Tebas, porque os seus lídereres se proclararam faraós e tornando-se independentes dos governantes de Herakleopolis, quiseram estender o controlo a todo o Egipto, e conseguiram. Mentuhotep I foi o primeiro principe de Tebas a tornar-se faraó e a dar inicio à XI Dinastia. Seguiram-se Intef I,II,III e Mentuhotep II, que venceu os Herakleopolitas e reunificou todo o Egipto, terminando com ele o periodo intermédio e dando início ao Império Médio ou Middle Kingdom.
Monday, January 31, 2011
Thursday, January 27, 2011
A Babilónia de Hammurabi (1830-1531)
Sumu-abum terá criado Babilónia (As portas de Deus, God's Gates) por volta de 1830, e foi o seu primeiro rei. Dos primeiros cinco reis da dinastia babilónia sabe-se pouco ou nada, apenas que reinaram sobre pouco terreno além da própria cidade.
Apenas com Hammurabi (1720-1686 AC) o destino da cidade mudou, e entrou na História.
A primeira parte do reinado foi pacífica. Mas os Elamitas (Leste, Susa) provocaram-no, e na conquista que se seguiu, Hammurabi conquistou Nippur, Ur, Uruk, Larsa, Lagash, Eshnunna, Assiria (ver império assírio noutro postt) e criou um império na Mesopotamia só comparado até aí ao da III dinastia de Ur. O rei ficou conhecido pelo seu código de Hammurabi, um conjunto de leis escritas em mosaicos, sobre comportamentos e castigos, segundo a lógica do olho-por-olho, dente-por-dente, mas presumindo a inocencia, e obrigando à prova da acusação. Fabulosamente avançado, para leis com quase 4000 anos !
Falando de religião, Ishtar era a Deusa da fertilidade babilónia (e assíria). A equivalente Suméria é Inanna. Mas os Babilónios elevaram o deus patrono da cidade Marduk a líder dos Deuses Babilónios.
Com a sua morte, o filho Samsu-Ilna reinou, mas teve dificuldades com muitas revoltas, e abandonou parte do território, principalmente Sumério. Assur, Elam (e os Gutios) não tinham sido destruídos e continuaram a ser uma fonte de desacatos. Como foi referido noutro posto, Rim-sin (II) em Larsa encabeçou uma revolta, que alastrou a várias cidades, e obrigou Samsu-Ilna a atacar Ur,Uruk,Isin e finalmente Larsa, aprisionando o revoltoso proclamado rei Rim-Sin.
Iluma-ilu, outro revoltoso em Isin teve mais sucesso. Conseguiu à segunda, derrotar Samsu-Ilna, e com isso, establecer a chamada II dinastia de Babilónia (Sealand) que não governou a cidade Babilónio, mas os territórios Sumérios adjacentes, incluindo Nippur, que saltou fora da esfera de influencia Babilónica depois de Samsu-Ilna morrer. Este teve ainda que lutar contra os Elamitas e os Assírios, e teve o primeiro combate contra os Kassitas.
Samsu-Ilna foi preponderante para aguentar o Império do pai. Morreu em 1648. Sucedeu-lhe Abieshu, Ammi-ditana, Ammisaduqa e Samsu-Ditana. Este ultimo foi mesmo o ultimo da dinastia de Hammurabi, e assistiu ao saque de Babilónia pelos Hititas por volta de 1531.
A dinastia II de Babilónia (chamada Sealand) durou até ca. 1460 mas nunca governou Babilónia, ou assim se pensava, até que os estudos mais modernos apontam para que depois do saque, Babilónia chegou a ser governada brevemente por estes reis (de um total de doze).
Babilónia, depois de saqueada pelos Hititas, foi governada pelos Kassitas durante ca. 400 anos.
Apenas com Hammurabi (1720-1686 AC) o destino da cidade mudou, e entrou na História.
A primeira parte do reinado foi pacífica. Mas os Elamitas (Leste, Susa) provocaram-no, e na conquista que se seguiu, Hammurabi conquistou Nippur, Ur, Uruk, Larsa, Lagash, Eshnunna, Assiria (ver império assírio noutro postt) e criou um império na Mesopotamia só comparado até aí ao da III dinastia de Ur. O rei ficou conhecido pelo seu código de Hammurabi, um conjunto de leis escritas em mosaicos, sobre comportamentos e castigos, segundo a lógica do olho-por-olho, dente-por-dente, mas presumindo a inocencia, e obrigando à prova da acusação. Fabulosamente avançado, para leis com quase 4000 anos !
Falando de religião, Ishtar era a Deusa da fertilidade babilónia (e assíria). A equivalente Suméria é Inanna. Mas os Babilónios elevaram o deus patrono da cidade Marduk a líder dos Deuses Babilónios.
Com a sua morte, o filho Samsu-Ilna reinou, mas teve dificuldades com muitas revoltas, e abandonou parte do território, principalmente Sumério. Assur, Elam (e os Gutios) não tinham sido destruídos e continuaram a ser uma fonte de desacatos. Como foi referido noutro posto, Rim-sin (II) em Larsa encabeçou uma revolta, que alastrou a várias cidades, e obrigou Samsu-Ilna a atacar Ur,Uruk,Isin e finalmente Larsa, aprisionando o revoltoso proclamado rei Rim-Sin.
Iluma-ilu, outro revoltoso em Isin teve mais sucesso. Conseguiu à segunda, derrotar Samsu-Ilna, e com isso, establecer a chamada II dinastia de Babilónia (Sealand) que não governou a cidade Babilónio, mas os territórios Sumérios adjacentes, incluindo Nippur, que saltou fora da esfera de influencia Babilónica depois de Samsu-Ilna morrer. Este teve ainda que lutar contra os Elamitas e os Assírios, e teve o primeiro combate contra os Kassitas.
Samsu-Ilna foi preponderante para aguentar o Império do pai. Morreu em 1648. Sucedeu-lhe Abieshu, Ammi-ditana, Ammisaduqa e Samsu-Ditana. Este ultimo foi mesmo o ultimo da dinastia de Hammurabi, e assistiu ao saque de Babilónia pelos Hititas por volta de 1531.
A dinastia II de Babilónia (chamada Sealand) durou até ca. 1460 mas nunca governou Babilónia, ou assim se pensava, até que os estudos mais modernos apontam para que depois do saque, Babilónia chegou a ser governada brevemente por estes reis (de um total de doze).
Babilónia, depois de saqueada pelos Hititas, foi governada pelos Kassitas durante ca. 400 anos.
Monday, January 24, 2011
A Renascença Suméria, domínio amorrita e declínio (2047-1764)
O renascimento sumério deu-se entre 2047 e 1940 AC, com a dinastia III de Ur. Reinaram Utu-hengal, Ur-Nammu, Shulgi, Amar-Sin, Shu-Sin e Ibbi-Sin. Ur-Nammu foi responsável por um código de leis comparável ao do mais tarde famoso Hamurabi, e a um código centenas de anos mais antigo, proveniente de Lagash. Durante este tempo, os semitas do Irão, chamados Elamitas e depois os Amoritas, da Síria, foram pressionando mais e mais as cidades Sumérias, culminando com o saque de Ur em 1940, aprisionando o rei Ibbi-Sin e efectivamente terminando a dinastia e domínio sumério de Ur. Da Suméria restou a língua, usada em liturgias (como o latim no periodo pos-romano).
Mas não só. Credita-se aos sumérios a descoberta da roda, da construção do carro de guerra, do sistema decimal e sexagesimal, dos primeiros sistemas de leis e administração pública, da escrita, da astronomia, reconhecendo os 5 planetas a olho nú, da matemática e geometria (cálculo de áreas e volumes).
Com o saque de Ur, Ishbi-Erra, oficial de Ibbi-Sin, deslocou a capital para Isin, e conseguiu brevemente recapturar Ur, Uruk e Lagash. Teve 14 sucessores (!), os ultimos referidos na Sumerian King List. Isin perdeu importancia quando um desses sucessores (Lipit-Eshtar?) nomeou governador de Lagash um tal de Gungunum. Lagash declarou-se independente e conquistou Ur. Arrebatou o comércio a Isin e fez da capital Larsa, continuando uma dinastia independente, com base amorrita, que se tinha iniciado com Naplanum, contemporaneo de Ibbi-Suen em 1961 AC, durante a grande seca e fome que assolou a Mesopotamia.
Os 17 reis de Larsa não figuram na Sumerian King List, mas numa específica Larsa Kings List. Chegaram a conquistar 15 outras cidades, dominaram o comércio nos canais e no golfo, e duraram até à conquista por Babilónia, e até depois, até 1674. Com isso, bloquearam o comércio das cidades mais a norte, e as antigas cidades Sumérias declinaram.
De 1961 a 1764 , Larsa foi dominando mais e mais. Mas tornou-se tão importante que outros reis tentaram destruí-la. Assim, o rei Rim-Sin I foi atacado pelos reis de Isin, Uruk, e o líder da crescente Babilónia (ver next post). Rim-Sin ainda os derrotou, invadindo Isin, e terminando a sua dinastia. Só que pouco depois em 1764 o rei de Babilónia, Hammurabi conquistou Larsa e levou Rim-Sin prisioneiro.
A partir daí os reis de Babilónia tornaram-se os titulares de Larsa, que teve mais tarde ainda um tal de Rim-Sin II em 1699, que se terá revoltado contra Babilónia, mas foi morto.
Faltou referir Nippur, cidade sagrada da Suméria. Apesar de nunca ter sido politicamente independente, o controlo de Nippur era essencial para garantir uma efectiva dinastia, já que continha o shrine do Sumerian god Enlil, Lord Wind.
Mas não só. Credita-se aos sumérios a descoberta da roda, da construção do carro de guerra, do sistema decimal e sexagesimal, dos primeiros sistemas de leis e administração pública, da escrita, da astronomia, reconhecendo os 5 planetas a olho nú, da matemática e geometria (cálculo de áreas e volumes).
Com o saque de Ur, Ishbi-Erra, oficial de Ibbi-Sin, deslocou a capital para Isin, e conseguiu brevemente recapturar Ur, Uruk e Lagash. Teve 14 sucessores (!), os ultimos referidos na Sumerian King List. Isin perdeu importancia quando um desses sucessores (Lipit-Eshtar?) nomeou governador de Lagash um tal de Gungunum. Lagash declarou-se independente e conquistou Ur. Arrebatou o comércio a Isin e fez da capital Larsa, continuando uma dinastia independente, com base amorrita, que se tinha iniciado com Naplanum, contemporaneo de Ibbi-Suen em 1961 AC, durante a grande seca e fome que assolou a Mesopotamia.
Os 17 reis de Larsa não figuram na Sumerian King List, mas numa específica Larsa Kings List. Chegaram a conquistar 15 outras cidades, dominaram o comércio nos canais e no golfo, e duraram até à conquista por Babilónia, e até depois, até 1674. Com isso, bloquearam o comércio das cidades mais a norte, e as antigas cidades Sumérias declinaram.
De 1961 a 1764 , Larsa foi dominando mais e mais. Mas tornou-se tão importante que outros reis tentaram destruí-la. Assim, o rei Rim-Sin I foi atacado pelos reis de Isin, Uruk, e o líder da crescente Babilónia (ver next post). Rim-Sin ainda os derrotou, invadindo Isin, e terminando a sua dinastia. Só que pouco depois em 1764 o rei de Babilónia, Hammurabi conquistou Larsa e levou Rim-Sin prisioneiro.
A partir daí os reis de Babilónia tornaram-se os titulares de Larsa, que teve mais tarde ainda um tal de Rim-Sin II em 1699, que se terá revoltado contra Babilónia, mas foi morto.
Faltou referir Nippur, cidade sagrada da Suméria. Apesar de nunca ter sido politicamente independente, o controlo de Nippur era essencial para garantir uma efectiva dinastia, já que continha o shrine do Sumerian god Enlil, Lord Wind.
Thursday, January 20, 2011
Acadia : o despontar da Mesopotamia (2270-2083)
Na Mesopotamia distingue-se a Suméria da Acádia, como sendo a primeira a mescla de cidades estado ou domínios, como os de Lagash, que não duravam mais do que a vida de um rei, e a segunda, com o domínio da dinastia acadiana de Sargão. Na verdade eram povos com línguas diferentes, mas que se fundiram, de tal maneira que 1000 anos depois já não existia a língua suméria. Os acadianos eram semitas, por oposição aos sumérios. Como curiosidade, a cidade de Akkad, capital, nunca foi descoberta.
Akkad, a cidade berço deste império, floresceu nos secs. XXIV a XXII AC. Curiosamente, não se sabe onde ela fica. É primeiramente referida no livro dos Genesis (o 1ºlivro da biblia dos hebreus e do antigo testamento cristão). Akkad possuia lingua própria, que se espalhou pela Mesopotamia durante o periodo do império de Sargão, o grande líder, e substituiu a lingua suméria, fundindo-se. Sargão conquistou a Suméria pela força, atacando e destruindo Uruk, e depois defrontando um exercito de coligação de várias cidades sumérias, ca. 2271(?) AC, na batalha de Uruk. Reinou 53 anos e deixou história.
Teremos de estudar melhor o seu legado.
O sucessor Rimush seu filho reinou apenas 9 anos e enfrentou revoltas. Seguiu-se o irmão, Manishtushu que reinou de 2276 a 2261 AC.
O neto de Sargão, Naram-Sin, foi quem reinou a seguir, sendo o primeiro a considerar-se divindade (Sin=Deus). Lutou contra Uruk, reinou 56 anos, conquistou muita terra, construiu templos.
Com o seu filho Shar-kali-sharri, Começaram as batalhas contra os Gutios, que eram povos das montanhas que desciam para guerrar nas planícies. Eram desorganizados mas aguerridos. Dudu reinou ainda, e depois Shu-turul.
Mas finalmente, os Gutios tomaram conta de Akkad, que destruiram em 2115 AC( depois de terem vencido o rei de Uruk em 2150), e passaram eles a governar o que restava do Império. 100 anos, foi o que durou este primeiro império acadiano. Os Gutios mantiveram-se até 2050.
Outras cidades como Lagash, e de novo Uruk, emanciparam-se dos gutios, e tornaram-se de novo independentes.
Os Gutios, broncos, tomaram conta da Suméria, e a sua desorganização trouxe fome e convulsões até 2050. É de referir que este periodo coincide com o fim do Antigo Império no Egipto, e os problemas climáticos com a ausencia de chuva, poucas colheitas e fome associada foi partilhado pelo Egipto e pelo Médio Oriente.
Por volta de 2050, Uruk and Ur, uniram-se para terminar com o domínio Gútio, e o rei de Uruk, Utu-hengal, venceu-os e tornou-se rei da Suméria (de origem suméria, e não acadiana ou gútia). Não durou muito, e 7 anos depois, o governador de Ur, Ur-Namma, tornou-se ele rei da Suméria, dando origem ao periodo (2047-1940 AC) chamado Renascença Suméria, Império Neo-Sumério, ou Império Ur III.
Akkad, a cidade berço deste império, floresceu nos secs. XXIV a XXII AC. Curiosamente, não se sabe onde ela fica. É primeiramente referida no livro dos Genesis (o 1ºlivro da biblia dos hebreus e do antigo testamento cristão). Akkad possuia lingua própria, que se espalhou pela Mesopotamia durante o periodo do império de Sargão, o grande líder, e substituiu a lingua suméria, fundindo-se. Sargão conquistou a Suméria pela força, atacando e destruindo Uruk, e depois defrontando um exercito de coligação de várias cidades sumérias, ca. 2271(?) AC, na batalha de Uruk. Reinou 53 anos e deixou história.
Teremos de estudar melhor o seu legado.
O sucessor Rimush seu filho reinou apenas 9 anos e enfrentou revoltas. Seguiu-se o irmão, Manishtushu que reinou de 2276 a 2261 AC.
O neto de Sargão, Naram-Sin, foi quem reinou a seguir, sendo o primeiro a considerar-se divindade (Sin=Deus). Lutou contra Uruk, reinou 56 anos, conquistou muita terra, construiu templos.
Com o seu filho Shar-kali-sharri, Começaram as batalhas contra os Gutios, que eram povos das montanhas que desciam para guerrar nas planícies. Eram desorganizados mas aguerridos. Dudu reinou ainda, e depois Shu-turul.
Mas finalmente, os Gutios tomaram conta de Akkad, que destruiram em 2115 AC( depois de terem vencido o rei de Uruk em 2150), e passaram eles a governar o que restava do Império. 100 anos, foi o que durou este primeiro império acadiano. Os Gutios mantiveram-se até 2050.
Outras cidades como Lagash, e de novo Uruk, emanciparam-se dos gutios, e tornaram-se de novo independentes.
Os Gutios, broncos, tomaram conta da Suméria, e a sua desorganização trouxe fome e convulsões até 2050. É de referir que este periodo coincide com o fim do Antigo Império no Egipto, e os problemas climáticos com a ausencia de chuva, poucas colheitas e fome associada foi partilhado pelo Egipto e pelo Médio Oriente.
Por volta de 2050, Uruk and Ur, uniram-se para terminar com o domínio Gútio, e o rei de Uruk, Utu-hengal, venceu-os e tornou-se rei da Suméria (de origem suméria, e não acadiana ou gútia). Não durou muito, e 7 anos depois, o governador de Ur, Ur-Namma, tornou-se ele rei da Suméria, dando origem ao periodo (2047-1940 AC) chamado Renascença Suméria, Império Neo-Sumério, ou Império Ur III.
Tuesday, December 7, 2010
Sumeria : O berço ( ~3000- 2270)
Na Suméria, ou Iraque, começou a civilização. Em 5000 AC já existia agricultura, e um sistema arcaico de proto-escrita, que se desenvolveu. Ao contrário do Egipto, onde um faraó se ergueu e reinou em todo o reino, ou pelo menos tentou, na Suméria, as cidades-Estado cresceram independentes. Houve várias importantes, como Ur, Kish e Uruk, foi talvez a mais importante, (de onde saíu a palavra urbe/urbano), e floresceu no periodo de Uruk (4000 a 3100 AC).
A lista de reis e informação datada provém da chamada Sumerian King List, um documento antigo que foi sendo actualizado ao longo de séculos.
Ao periodo de 2900-2300, chama-se Perido Dinástico Antigo.
Mesh-ki-ang-gasher terá sido o primeiro rei em Uruk desta I dinastia. Dele se sabe pouco mais que a informação na lista, e que terá sido o criador da escrita.
Sucedeu-lhe Enmerkar, que terá fundado Uruk e é referido em lendas Sumérias.
Depois veio Lugalbanda, também ele referido em lendas.
O seguinte foi Dumuzid, que terá capturado um rei de Kish.
E chegamos onde queriamos chegar, ou seja, Gilgamesh. Gilgamesh foi idolatrado muma lenda, a Épica de Gilgamesh, onde figura como semi-deus com força sobre-humana. É a lenda mais importante da antiga Mesopotamia, escrita em diversos textos, escritas e formas.
A lista de reis é enorme e cobre diversas cidades, Kish, Uruk, Ur, Awan, Akshak, etc. Uma vez que não existiu império nesta fase, mas apenas cidades-Estado, vamos abreviar esta descrição até à altura em que existiu união, ou seja, O império Acadiano. Externa a esta lista, existiu uma cidade importante, Lagash, nas margens do golfo, que guerrou outras como Kish, mas cuja lista de reis não faz parte da lista "oficia", embora tenha sido encontrado um suplemento. Lagash subsistiu independente até ao império Acadiano, e continuou depois dele.
A lista de reis e informação datada provém da chamada Sumerian King List, um documento antigo que foi sendo actualizado ao longo de séculos.
Ao periodo de 2900-2300, chama-se Perido Dinástico Antigo.
Mesh-ki-ang-gasher terá sido o primeiro rei em Uruk desta I dinastia. Dele se sabe pouco mais que a informação na lista, e que terá sido o criador da escrita.
Sucedeu-lhe Enmerkar, que terá fundado Uruk e é referido em lendas Sumérias.
Depois veio Lugalbanda, também ele referido em lendas.
O seguinte foi Dumuzid, que terá capturado um rei de Kish.
E chegamos onde queriamos chegar, ou seja, Gilgamesh. Gilgamesh foi idolatrado muma lenda, a Épica de Gilgamesh, onde figura como semi-deus com força sobre-humana. É a lenda mais importante da antiga Mesopotamia, escrita em diversos textos, escritas e formas.
A lista de reis é enorme e cobre diversas cidades, Kish, Uruk, Ur, Awan, Akshak, etc. Uma vez que não existiu império nesta fase, mas apenas cidades-Estado, vamos abreviar esta descrição até à altura em que existiu união, ou seja, O império Acadiano. Externa a esta lista, existiu uma cidade importante, Lagash, nas margens do golfo, que guerrou outras como Kish, mas cuja lista de reis não faz parte da lista "oficia", embora tenha sido encontrado um suplemento. Lagash subsistiu independente até ao império Acadiano, e continuou depois dele.
Saturday, December 4, 2010
Egipto: O Antigo Império III (Declínio)
Userkaf, o primeiro faraó da V Dinastia, começou, em complemento às piramides funerárias, a construir templos dedicados ao Sol.
O complexo de piramides estableceu-se em Abusir, e os vários faraós desta dinastia construiram lá.
Com esta dinastia intensificou-se também a procura por pedra de construção, metais, pedras preciosas para joalharia, e madeira para mobiliário e adornos.
O segundo faraó, Sahure, construiu embarcações que sulcaram o Mediterraneo, quiçá para a Ásia Menor, à procura de materiais para troca.
Seguiu-se Neferirkare, do qual se sabe bastante sobre a sua bondade, graças a grande quantidade de escrita sobre ele que nos chegou, por pessoas que participaram na corte e do quotidiano real.
Depois, há alguma confusão com o que se segiu. Parece ter reinado um Shepseskare por pouco tempo, e Neferefre, de linhagem diferente, e também por pouco tempo.
Ao contrário, Nyuserre Ini, o faraó seguinte, reinou 24 anos, de 2445 a 2421 AC. Sabe-se que terá feito campanhas na Libia e na Ásia, mas nada mais.
A seguir, Menkauhor Kaiu, foi o ultimo faraó a construir um templo ao Sol. Começam a aparecer pedras referenciando os faraós na zona do Sinai, indicando uma penetração egípcia na Ásia.
Acontece o mesmo com Djedkare Isesi, que reinou seguidamente mais de 30 anos, e dos quais há muita informação também de tumbas de pessoa que viveram na sua época e que falam da vida no Egipto por essa altura. Como os predecessores, construiu complexos funerários com piramide, mas neste caso, não em Abusir, mas em Saqqara.
O seu vizir foi Ptahhotep, responsável por um dos mais antigos escritos sobre comportamento moral para jovens, e é referenciado por muitos como o primeiro filósofo. O escrito está no Louvre.
O ultimo faraó desta dinastia foi Unas, que reinou 30 anos e iniciou o sistema de escrita dentro das piramides com textos destinados ao faraó, para que pudesse lutar contra o mal quando reencarnasse. Estes primeiros textos, traduzidos, fizeram de Unas um dos faraós mais evocados contemporaneamente em óperas, filmes e músicas.
Unas deixou uma filha, que terá casado com Teti, que se tornou faraó inciando a VI Dinastia. Esta dinastia é caracterizada pelo facto de vários membros na corte, da nobreza egípcia, e incluindo o seu vizir, começarem também eles a construir monumentos funerários tais que rivalizavam com o faraó, e que começaram a corroer o seu poder absoluto, contribuindo para a queda do Antigo Império. O facto de existirem muitos mais monumentos nesta época, e porque os escritos interiores se tornaram comuns, dá-nos muito mais informação desta dinastia.
Teti foi assassinado por um guarda costas, poucos anos reinou. Userkare sucedeu-lhe, provavelmente um usurpador que participou na revolta. O filho de Teti, Pepi I, recuperou o trono e reinou 49 anos (!). A recuperação foi feita com ajuda dos nobres, que assim se tornaram mais poderosos. Houve conquistas de território para a Libia e Somália.
Merenre Nemtyemsaf I sucedeu-lhe, sem grande história, mas o sucessor, Pepi II, terá reinado 94, o reinado mais longo da história, contestado por estudiosos, que apontam para 64 anos.
Com Pepi II, o Antigo Império declinou acentuadamente, com os nobres a tornarem-se senhores feudais que se guerreavam entre si para conquistar terreno e favores.
Existem dados de relações com Byblos e de pacificação com a Líbia.
O seu filho Merenre Nemtyemsaf II, quando ascendeu ao trono era já velho e apenas reinou um ano.
Supostamente, Nitiqret terá sido a primeira mulher faraó, e ultima da VI Dinastia, enterrando formalmente o Antigo Império por volta de 2181 AC.
Coincidencia ? :) . O género feminino é no entanto é contestado por estudos recentes, que apontam para erros na recuperação de alguns escritos. Seja como for, Nitiqret ou Nitocris (referenciada por Heródoto) é referencia usada por romances, filmes e músicas da nossa época.
Na verdade, as causas da queda do Império foram a excessiva construção, que requisitou demasiados recursos, as guerras civis entre a nobreza egípcia, ajudadas por um poder faraónico que foi enfraquecendo, e finalmente, um periodo de seca extremamente longo de dezenas de anos que diminuiu o caudal do Nilo e naturalmente as zonas de inundação, conduzindo a menos produção agrícola e consequente fome.
O complexo de piramides estableceu-se em Abusir, e os vários faraós desta dinastia construiram lá.
Com esta dinastia intensificou-se também a procura por pedra de construção, metais, pedras preciosas para joalharia, e madeira para mobiliário e adornos.
O segundo faraó, Sahure, construiu embarcações que sulcaram o Mediterraneo, quiçá para a Ásia Menor, à procura de materiais para troca.
Seguiu-se Neferirkare, do qual se sabe bastante sobre a sua bondade, graças a grande quantidade de escrita sobre ele que nos chegou, por pessoas que participaram na corte e do quotidiano real.
Depois, há alguma confusão com o que se segiu. Parece ter reinado um Shepseskare por pouco tempo, e Neferefre, de linhagem diferente, e também por pouco tempo.
Ao contrário, Nyuserre Ini, o faraó seguinte, reinou 24 anos, de 2445 a 2421 AC. Sabe-se que terá feito campanhas na Libia e na Ásia, mas nada mais.
A seguir, Menkauhor Kaiu, foi o ultimo faraó a construir um templo ao Sol. Começam a aparecer pedras referenciando os faraós na zona do Sinai, indicando uma penetração egípcia na Ásia.
Acontece o mesmo com Djedkare Isesi, que reinou seguidamente mais de 30 anos, e dos quais há muita informação também de tumbas de pessoa que viveram na sua época e que falam da vida no Egipto por essa altura. Como os predecessores, construiu complexos funerários com piramide, mas neste caso, não em Abusir, mas em Saqqara.
O seu vizir foi Ptahhotep, responsável por um dos mais antigos escritos sobre comportamento moral para jovens, e é referenciado por muitos como o primeiro filósofo. O escrito está no Louvre.
O ultimo faraó desta dinastia foi Unas, que reinou 30 anos e iniciou o sistema de escrita dentro das piramides com textos destinados ao faraó, para que pudesse lutar contra o mal quando reencarnasse. Estes primeiros textos, traduzidos, fizeram de Unas um dos faraós mais evocados contemporaneamente em óperas, filmes e músicas.
Unas deixou uma filha, que terá casado com Teti, que se tornou faraó inciando a VI Dinastia. Esta dinastia é caracterizada pelo facto de vários membros na corte, da nobreza egípcia, e incluindo o seu vizir, começarem também eles a construir monumentos funerários tais que rivalizavam com o faraó, e que começaram a corroer o seu poder absoluto, contribuindo para a queda do Antigo Império. O facto de existirem muitos mais monumentos nesta época, e porque os escritos interiores se tornaram comuns, dá-nos muito mais informação desta dinastia.
Teti foi assassinado por um guarda costas, poucos anos reinou. Userkare sucedeu-lhe, provavelmente um usurpador que participou na revolta. O filho de Teti, Pepi I, recuperou o trono e reinou 49 anos (!). A recuperação foi feita com ajuda dos nobres, que assim se tornaram mais poderosos. Houve conquistas de território para a Libia e Somália.
Merenre Nemtyemsaf I sucedeu-lhe, sem grande história, mas o sucessor, Pepi II, terá reinado 94, o reinado mais longo da história, contestado por estudiosos, que apontam para 64 anos.
Com Pepi II, o Antigo Império declinou acentuadamente, com os nobres a tornarem-se senhores feudais que se guerreavam entre si para conquistar terreno e favores.
Existem dados de relações com Byblos e de pacificação com a Líbia.
O seu filho Merenre Nemtyemsaf II, quando ascendeu ao trono era já velho e apenas reinou um ano.
Supostamente, Nitiqret terá sido a primeira mulher faraó, e ultima da VI Dinastia, enterrando formalmente o Antigo Império por volta de 2181 AC.
Coincidencia ? :) . O género feminino é no entanto é contestado por estudos recentes, que apontam para erros na recuperação de alguns escritos. Seja como for, Nitiqret ou Nitocris (referenciada por Heródoto) é referencia usada por romances, filmes e músicas da nossa época.
Na verdade, as causas da queda do Império foram a excessiva construção, que requisitou demasiados recursos, as guerras civis entre a nobreza egípcia, ajudadas por um poder faraónico que foi enfraquecendo, e finalmente, um periodo de seca extremamente longo de dezenas de anos que diminuiu o caudal do Nilo e naturalmente as zonas de inundação, conduzindo a menos produção agrícola e consequente fome.
Thursday, December 2, 2010
Egipto: O Antigo Império II (Piramides)
A IV Dinastia foi das mais produtivas e marcantes da história do Egipto.
Sneferu foi um construtor de piramides, executou três. Meidum, colapsou parcialmente, e o colapso terá ocorrido durante a construção.
A segunda, A piramide dobrada, foi construída para ser o seu tumulo e com outra mais pequena para a consorte. Nota-se pelo facto de apresentar dois angulos de ataque, mais inclinado até meio.
A terceira, a piramide vermelha, é a maior piramide além das 3 de Ghizah.
Curiosamente, o túmulo de Sneferu nunca foram encontrados, e nunca se encontrou entradas na piramide vermelha, adensando o mistério
Sabe Deus o que motivava estes tipos a construirem tumulos de tamanhos tão colossais. É um facto que até esta altura os faraós eram adorados como símbolo da vida. Mais tarde, a idolatração passou para os Deuses própriamente ditos, Rah, etc, e como tal o faraó deixou de ser exclusivo adoração, e isso contribuiu para que não se construissem mais e maiores piramides, mas em vez disso, templos aos Deuses.
O tumulo de Hetepheres, a consorte de Sneferu, foi encontrado intacto (mas sem o corpo!) com muita mobília e as primeiras canopic jars, ou seja, foi a primeira vez que se viu guardarem as vísceras para a vida depois da morte.
Quem sai aos seus não degenera, e Sneferu foi o pai de Khufu, ou Qheops, que reinou de 2589 a 2566 AC e foi o construtor da maior piramide de todos os tempos, uma das 7 maravilhas do mundo.
Ao contrário de seu pai, que é descrito como um rei bondoso, Qheops é lembrado como um déspota. É conhecido motivo de chacota que a única imagem conhecida do faraó que construiu a maior piramide de sempre seja uma estátua mínima. Reinou 23 anos, tempo suficente para construir o enorme mausoleu.
Sucedeu-lhe o filho Djedefre , com o titulo de Filho de Rá, indicando uma crescente adoração pelo culto deste Deus.
Terá construído a primeira esfinge, e um complexo de piramides, que ruíram.
Khafra ou Kefren, reinou a seguir, de 2558 a 2532AC, e construiu a segunda maior piramide de Gizah, e segundo parte dos especialistas, também a grande esfínge.
O sucessor foi Menkaura, ou em grego, Mikerinos, reinando de 2490 a 2472 AC, e construindo a terceira e mais pequena piramide de Gizah.
o filho, Shepseskaf, reinou pouco tempoo, de 2503 2498 AC terá concluído a piramide do pai. A sua própria tumba foi uma mastaba em Saqqara, quiçá por falta de tempo, e com ele acabou a época da construção das grandes piramides, encerrando assim a IV Dinastia.
Sneferu foi um construtor de piramides, executou três. Meidum, colapsou parcialmente, e o colapso terá ocorrido durante a construção.
A segunda, A piramide dobrada, foi construída para ser o seu tumulo e com outra mais pequena para a consorte. Nota-se pelo facto de apresentar dois angulos de ataque, mais inclinado até meio.
A terceira, a piramide vermelha, é a maior piramide além das 3 de Ghizah.
Curiosamente, o túmulo de Sneferu nunca foram encontrados, e nunca se encontrou entradas na piramide vermelha, adensando o mistério
Sabe Deus o que motivava estes tipos a construirem tumulos de tamanhos tão colossais. É um facto que até esta altura os faraós eram adorados como símbolo da vida. Mais tarde, a idolatração passou para os Deuses própriamente ditos, Rah, etc, e como tal o faraó deixou de ser exclusivo adoração, e isso contribuiu para que não se construissem mais e maiores piramides, mas em vez disso, templos aos Deuses.
O tumulo de Hetepheres, a consorte de Sneferu, foi encontrado intacto (mas sem o corpo!) com muita mobília e as primeiras canopic jars, ou seja, foi a primeira vez que se viu guardarem as vísceras para a vida depois da morte.
Quem sai aos seus não degenera, e Sneferu foi o pai de Khufu, ou Qheops, que reinou de 2589 a 2566 AC e foi o construtor da maior piramide de todos os tempos, uma das 7 maravilhas do mundo.
Ao contrário de seu pai, que é descrito como um rei bondoso, Qheops é lembrado como um déspota. É conhecido motivo de chacota que a única imagem conhecida do faraó que construiu a maior piramide de sempre seja uma estátua mínima. Reinou 23 anos, tempo suficente para construir o enorme mausoleu.
Sucedeu-lhe o filho Djedefre , com o titulo de Filho de Rá, indicando uma crescente adoração pelo culto deste Deus.
Terá construído a primeira esfinge, e um complexo de piramides, que ruíram.
Khafra ou Kefren, reinou a seguir, de 2558 a 2532AC, e construiu a segunda maior piramide de Gizah, e segundo parte dos especialistas, também a grande esfínge.
O sucessor foi Menkaura, ou em grego, Mikerinos, reinando de 2490 a 2472 AC, e construindo a terceira e mais pequena piramide de Gizah.
o filho, Shepseskaf, reinou pouco tempoo, de 2503 2498 AC terá concluído a piramide do pai. A sua própria tumba foi uma mastaba em Saqqara, quiçá por falta de tempo, e com ele acabou a época da construção das grandes piramides, encerrando assim a IV Dinastia.
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