Monday, July 30, 2012

Assíria : Médio Império (1390-1076)

Já se falou por aqui nos Assirios, mas pela rama. O antigo  império é de todos o pior conhecido, mas importa conhecer as ligações do médio e novo império com o apogeu egípcio, e como os assírios suplantaram os hititas, ficando em contacto com os povos do mar, e, a ver vamos, a tornarem-se os antepassados dos fenícios.

O Médio Império na Assíria (1390-1076) começou quando estes se conseguiram livrar dos Mittani, o tal povo que levou na pá dos Hititas, bem como os problemas com os Hititas, também a Oeste. A Assíria fazia fronteira com Babilónia, para Sudeste, e com Mittani, a Leste.

 Ashur-uballit I, por volta de (1365-1330), fez casar a filha com o rei de Babilónia, e ficou conhecido por trocar correspondência com Akhenaton (estamos no periodo Amarna). Ora, os kassitas mataram o rei e colocaram um pretendente no trono. O rei assíro viu a oportunidade, foi vingar o genro, invadiu Babilónia e instalou Kurigalzu II no trono, um fantoche. O fantoche mais tarde revoltou-se contra o mestre, e terá havido uma batalha de Sugagu, onde conseguiu vitória sobre o sucessor de Ashur-ubalit, Enlil-nirari (1329-1308). Seguiram-se outros reis, que consolidaram território para Noroeste (Mittani).

Em 1274, chega ao trono um dos mais conhecidos e aguerridos reis assírios, Salmanasar I (1274-1245). Começou por malhar nos Mittani, até inclusivé depor o rei e colocar um familiar. Os Hititas ao verem o perigo aproximarem-se, uniram-se primeiro aos Mittani e depois aos Babilónios, para tentarem cercar os Assírios económicamente. Os egípcios fizeram também as pases com os Hititas, o que mostra o temor que os vários pvoos começaram a ter dos Assírios. Salmanasar desenvolveu Assur e Ninive, e fundou a capital (referida na Biblia como Calah/Nimrud).

O filho, Tukulti-Ninurta I (1244-1208) completou o trabalho. Saqueou e conquistou Babilónia, deportando o rei, e bateu os Hititas, na batalha de Nihriya. O desastre não foi completo, já que os Assírios cobiçavam mais Babilónia,  e por isso, o rei  Tudhaliya IV, batido na batalha, conseguiu, mesmo com revoltas internas, aguentar o trono hitita e o reino Hitita manteve-se intacto até ca. 1180, altura em que foi subjugado pelos Povos do Mar. Tikulti acabou cercado e morto pelos filhos, que se sucederam no trono até 1179.


Ashur-dan I reinou 46 anos ate 1134. Esse foi um longo periodo de alguma estabilidade no ja conturbado ocaso do medio imperio. À sua morte os filhos engalfinharam-se pelo trono, reinando apenas um ano.  O terceiro e restante filho Ashur-resh-ishi I tomou o poder por 17 anos. Assistiu e participou no eclipse do Imperio hitita que estava a ser fustigado pelos povos do mar/frigios. Neste assunto, confrontou-se oelo dominio territorial da actual Siria com o rei de Babiloni, Nabuchodonozor I. Falaremos deste reino à parte. Ashur deixou uma Assour e a capital Ninive renovadas. O filho reinou de 1115 a 1077, outro longo reinado. Foi Tiglate-Phalasar I, dos conquistadores assirios mais conhecidos e dado como o fundador do Imperio Assirio. Chegou à Capadocia, Asia menor e ao Mediterraneo onede navegou. Restaurou Assour e combateu os hititas e invadiu Babilonia duas vezes. Adoptou o antigo titulo de Rei da Sumeria e Acadia. Após a morte sucederam-se 150 anos de declinio ate 912. Durante este periodo os reis da Assiria limitaram-se a defender o reino das massas migratorias que se registaram, no oeste e no leste com a chegada de povos indo-europeus como medos e persas. Tres dos filhos do grande conquistador sucederam-lhe, o ultimo usurpando o titulo ao filho do segundo ate 1050.

O periodo seguinte, 1055-936 foi a chamada Dark Age. Muitos povos migraram à volta da Assiria. Medos persas caldeus frigios e outros, passaram à volta da Assiria que manteve o seu core intacto, notavelmente. Asurnasipal I (1050-1031), Salmanasar II (1031-1019), Assurnirari IV  1019-1013) Assurrabi II (1013-972), um longo reinado que mostra estabilidade apesar das fomes e das permanentes guerras para segurar o território. Assurashishi II (972-967) e Tiglate-Phalasar II (967-935) mais um longo reinado de que se sabe pouco. mas o seguinte Assurdan II (934-912) lutou para recolocar as ffronteiras naturais da Assiria mais importante, recuperou a produção de trigo que marcou recordes. papo cheio dá um povo mais capaz e por isso 912 marca o principio do Neo império Assirio, já que os 4 reis seguintes devolveram a hegemonia Assiria, o controlo do crescente e arredores, establecendo os pilares que aguentaram a Assiria até 600 AC.

Thursday, July 19, 2012

Egipto - Novo império, o inicio do fim

Sethnakte inaugurou a XX dinastia' possivelmente usurpando o trono ou aproveitando-se da confusão reinante. Foi o pai de Ramses III o que pode indicar que era familiar afastado de Ramses II, mas não se sabe ao certo. Reinou pouco tempo mas estabilizou a situação politica e iniciou o templo de Amon-Ra em Karnak.
Ramses III reinou a partir de 1189' durante 30 anos. Teve que lutar contra os povos do mar que tentavam invadir por terra( batalha de Djahy) e por mar (batalha do Delta em 1175. Estes povos eram oriundos do Med. oriental e foram responsaveis tambem pela destruicao da capital dos hititas, Hattusa, de Micenas, d Chipre e de Ugarit. Diz-se que era um fluxo migratorio Oeste-Leste, à procura de terras. E que melhores terras que as do delta ? As duas batalha foram épicas, especialmente a naval, a primeira da História a ser relatada. As forças egipcias rechaçaram os povos do Mar, organizados, mas a vitória custou o esvaziamento dos cofres do Estado, de tal maneira que nunca mais recuperaram. Ramses III terá sobrevivido ainda a uma conspiração de uma das suas mulheres e do seu filho para o matar.
Outro evento que se terá passado por estas alturas, este global, foi a erupção 3 do Hekla, vulcão islandês. Esta erupção alterou o clima do globo, provocando arrefecimento e enfraquecimento solar, periodos de seca, e fome por todo o mundo, e pode explicar o fim de vários impérios, como os Hititas, os Egipcios, ou a Assíria. Ramses IV, filho do anterior, seguiu-se no trono, teve muitos projectos de construção mas reinou poucos anos até 1149. Ramses V, o seguinte, sofreu com o progressivo poder dos sacerdotes de Amon em detrimento do faraó, enfrentou um escandalo em Elefantine, corrupção entre os seus sacerdotes, e ainda a recusa de trabalhadores das tumbas devido ao ataque de Líbios. Isso mostra a falta de segurança crescente no final do Novo Império. Ramses VI, mais um, filho de Ramses III, reinou mais 8 anos até 1133, e com os mesmos problemas. O seu sucessor, Ramses VII, teve um problema novo, o record histórico dos preços do grão, de novo, indicação de inflação, baixa produtividade agrícola, e fome. Ramses VIII, mais um filho de Ramses III, reinou apenas dois anos, pouco se sabendo dele. Ramses IX, o seguinte, reinou mais tempo, 18 anos. Dele aparecem referencias em Gaza, provavelmente a ultima possessão egípcia na Ásia, já que a Síria e Palestina há muito tinham sido perdidas para os Povos do Mar. Ramses X, mais um, reinou 4 anos até 1107, e dele se sabe que foi o ultimo a reinar na Núbia, mais uma mostra do fim de uma era.
O ultimo faraó da XX Dinastia, Ramses XI, reinou 30 anos. Mas foram anos de desintegração, com os Altos sacerdotes de Amon a reclaramarem o poder, no Alto e baixo Egipcio
Tanis, no Baixo Egipto, por um lado, e Tebas, no Médio/Alto Egipcio, por outro, tornaram-se duas fontes de poder no Egipto, e o poder do faraó deixou de abranger todo o Egipto.

Egipto: Novo Imperio, XIX dinastia, o apogeu

Horemheb o ultimo faraó da XVIII dinastia nao era tolo. Percebeu que o Egiptp precisava de uma linhagem de homens fortes, e ele nao tinha filhos. Por isso fez suceder-lhe o seu Vizir e sacerdote de Horus' Ramses I em 1298. Ramses era velho e reinou apenas dois anos mas o seu filho e neto seguiram-se-lhe. O filho era Seti I, que pugnou por defender o Egipto. Alcancou vitorias politicas e militares no medio oriente, contra os hititas e mittani. Reinou quinze anos mas a partir do nono ano tera associado  o filho Ramses II ao trono. A capital Memphis e Karnak conteem muitas referencias a Seti incluindo obeliscos . É preciso perceber o caos originado pela fase de El Amrna no plano politico religioso economico e militar. Tudo fora deixado orara tras. Seti endireitou o Egipto e passou-o a Ramses II, provavelmente o maior faraó de todos em 1278. Foi tambem o mais duradouro e mais velho, tera reinado até 1219. Só isso ajudou claramente à estabilidade. Ramses  controlou os hititas na zona de Israel Canaan e a Libia. Mandou construir cidades templos e monumentos incluindo uma nova capital no delta,Pi-Ramses. Onde a porca torceu o rabo foi em Kadesh. O pai tinha conquistado a cidade da Siria mas tinha-a perdido pouco depois. Ramses mandou construir chariots e armamento pa grandes batalhas. Mas em Kadesh acabou por ser emboscado pelo rei hitita Muwatallis e por pouco não era derrotado. Como conseguiu empatar a coisa e regressou vivo, apesar  de sofrer pesadas baixas, foi descrito como heroi.
A história da batalha resume-se: Ramses preparou-se para uma campanha a sério. Demorou um mês a chegar à Siria. Ao chegar, não sabia onde estavam os exércitos inimigos. Aprisionou dois espiões que a principio disseram estar longe o opositor. Mais tarde, mas tarde demais, confessaram estar o inimigo muito próximo. Das 4+1 divisões (Ptah, Ra, Seth, Amun, povos do mar), Ramses liderava a Ptah à frente, mas a segunda deixou-se isolar, longe da frente e longe da retaguarda. Os hititas atravessaram um rio e atacaram-na, dispersando-a, e atacaram Ramsés por trás. O faraó chegou a estar isolado, mas a bravura supostamente fez aguentar a sua divisão, reagrupou a Rá, e com a chegada de uma divisão mercenária dos povos do mar, que o ajudou, surpreendeu os Hititas que achavam estar feita a vitória, e acabou por os rechaçar para lá do rio. De novo os rei dos Hititas e os seus aliados (17 soberanos) tentaram mas de novo falharam. E passados dois dias, o Faraó retirou-se, cantando vitória, que não teve, porque o seu objectivo fora reconquistar a cidade de Kadesh, tomada pelo seu pai e perdida anos depois.
Ramsés fez mais campanhas na Síria, mantendo o território mas sempre perdendo o controlo ao regressar ao Egipto. Apenas a zona de Canaan se manteve egípcia.
Fez campanhas também na Líbia e na Núbia. Deixou escrito (tal como os Hititas) o primeiro acordo de paz com estes, com o rei Hatusil III. Durante o longo reinado, reverteu e fez por apagar o que existia do periodo de El Amarna. E por falar nesse periodo, e na sua capital, viu-se que Ramses, como Akhenaton, criou a sua própria capital. A capital fora Tebas, durante o tempo da XVIII dinastia (Hatseput) e na XIX dinastia, até Ramses II.
Ramses II morreu em 1213, com 90 anos. Foi casado com várias esposas, sendo a primeira Nefertari, a responsável pelo meu gosto pelo Egipto. Foi na 3ª/4ª classe que fui em viagem de estudo à Gulbenkian, ver a montagem do túmulo da rainha "Nofertari", e achei fantástico. Tanto que pedi à família que me levasse lá outra vez. A partir daí, o fascínio pelo Egipto, especialmente pelo Novo Império, ficou. 
Outras esposas se lhe seguiram, de nomear Isetnofret, mãe do filho Merneptah, que sucedeu a Ramses II, já com 60 anos. Reinou 10 anos, moveu a capital de Pi-Ramses para Memphis, e batalhou contra os povos do mar. A estabilidade terminou com a sua sucessão, já que o filho Seti II teve que lutar contra outro pretendente (também filho dele, ou possivelmente de Ramses II) Amenmesse. O usurpador terá reinado no Alto Egipto durante 3-4 anos, mas depois Seti II recuperou o Egipto e vingou-se, tentando limpar da memória futura o possivel irmão/tio. Foi por pouco tempo, já que morreu em 1197. São deste periodo dois papiros importantes, descrições e possivelmente sátiras, um deles obre a "Tale of Two Brothers". Morrendo prematuramente, Siptah, o seu filho (ou possivelmente filho de Amenmesse) reinou, com a rainha Twosret como regente. Foi também pouco, tempo, Siptah morreu em 1191 e rainha ficou sozinha. Claramente não se orientou, porque menos de um ano depois, em 1190, estala a guerra civil no Egipto e ela é deposta (ou morta, não se sabe), terminando a XIX Dinastia.


Saturday, July 2, 2011

Povos da Mesopotamia: Mittani Hititas e Assiria

Uma das grandes confusōes da história da Mesopotamia ė o segundo milėnio AC, isto porque o medio oriente foi palco de grandes reinos, grandes guerras e grandes conquistas por varios povos. De entre todos, Mittani, Hititas e Assirios sobressaíram porque chegaram a Babilónia e a relaçōes com o Egipto.

Começando pelos Assirios, é um povo conhecido pela sua brutalidade. Assour a capital, ficava a Noroeste de Babilónia, ie, norte do actual Iraque, existiu desde ca. 2500. Reis da cidade foram sendo vassalos dos acadianos e dos sumérios.Por volta de 2030 existia a primeira dinastia. Esta manteve Assour independente mas vassala de Babiloónia enquanto esta ultima cresceu com Hammourabi. Só que o sucessoes não conseguiram manter a coesão e a Assiria fugiu-lhes ca. 1720. Durante os 500 anos seguintes, o que é brutal, mantiveram-se uma nação estável, com dinastias sucessivas, resistindo aos hititas, cassitas e mittani. Mas em 1498 os Mittani saquearam Assour e durante 100 anos Assour tornou-se vassalo, sempre conservando monarquia. Quando os Mittani fraquejaram de novo a Assiria se tornou independente, passando a exercer influencia sobre Babilonia e a ter contactos com o Egipto por alturas de El Amarna.

Os Mittani reinaram em Washukanni, a Noroeste de Assour, perto da actual Síria e Turquia, durante ca. 200 anos, de 1500 a 1300, beneficiando do vácuo de poder em Babilónia. Lutaram com os Assírios pela supremacia no norte da Mesopotâmia e tiveram relações com o Egipto (Akhenaton casou com uma princesa Mittani). Shaushtatar foi o rei mais proeminente, saqueou Assour e levou as portas da cidade para a sua capital. As relações com o Egipto duraram até à altura de El Amarna, mas depois, Mittani foi enfraquecendo, mesmo mantendo a monarquia e o reino acabou como provincia assíria, sem antes ter sido espartilhado entre Hititas e Assírios, motivo para a batalha de Nihriya, ca. 1230 BC, ganha pelos Assírios.

Os Hititas...reuniram-se na Anatólia, Turquia central actual, e lá constituiram um império que chegou a Babilónia (o famoso saque ca 1595), durante o seu Antigo Império (1750-1500). No seu Médio Império aguentaram o embate de outros povos, até ca. 1430, e depois no novo Império, lutaram com os Mittani e os Assírios (e os Egípcios) para a sua manutenção, que culminou com a destrução dos Mittani (batalha de Nihriya) , e depois deles mesmo, ao se meterem com Ramses II na batalha de Qadesh (a ver mais à frente) em 1274 BC. Após isto, foram-se fragmentando em Estados satélites ao império Assírio, e terminaram como poder.

Sunday, February 13, 2011

Egipto: Novo Império, XVIII Dinastia (1550-1292)

De volta à escrita ! A XVIII Dinastia é talvez a mais conhecida do mundo contemporâneo, fruto do conhecimento dos faraós Akhenaton e Tutankhamon. A Dinasia reinou em Tebas e tem os seus faraós sepultados no KV (Kings Valley). Começou com Ahmose após a morte do seu irmão. Ahmose acabou de expulsar os Hicsos, restableceu a ordem, o comércio, a extração de minério e recomeçou projectos de construção. Morreu em 1525 e deixou o Egipto reunificado. Sucedeu-lhe Amenhotep I (Amon está satisfeito), que continuou projectos como o do templo de Karkak e foi o primeiro faraó a construir um templo mortuário independente da tumba. Em 1503, Tutmosis I seguiu-se-lhe. Expandiu as fronteiras para o Levante e para a Núbia, onde efectuou expedições e controlou rebeliões. Continuou a construção em Karnak, e também em Abydos, Edfu, Memhpis, etc. Morreu em 1493. O filho Tutmosis II reinou a seguir por pouco tempo, e deixou o reino à mulher, Hatsheput, que se tornou raínha ca. 1479 até 1458, e se tornou uma das mais famosas raínhas do Egipto. A rainha promoveu expedições de descoberta ao Ponto, acções militares, enorme reestruturação do Estado, fortalecimento da economia e do Estado, e um heroico esforço de construção.
Foi co-regente com o seu filho adoptivo, Tutmosis III, durante 22 anos, que foi durante o seu reinado chefe do exercito, e mais tarde tentou ofuscar a madrasta e remover a sua figura das várias evidencias que a mostravam como a figura predominante da época. Tutmosis III foi de facto um grande génio militar, chamado Napoleão do Egipto, fez 23 raids militares, foi o primeiro faraó a atravessar o Eufrates. Tutmosis é especialmente importante para mim porque foi ele a travar a primeira batalha descrita na história, a batalha de Megiddo, contra uma coligação chefiada pelo rei de Kadesh, por volta de 1457(ou 82, ou 79, dependendo das cronologias...). Tutmosis promoveu também a construção, especialmente em Karnak, e foi com ele que o Egipto alcançou a maior expansão, já que com as vitórias na Síria, grande parte da Ásia Menor ficou sob o domínio egípcio. Reinou ca. 50 anos, um longo reinado! Sucedeu-lhe o filho Amenhotep II em 1427, um atleta, que lutou menos que o pai, e construiu mais diversificado, continuando a reforçar o Estado até 1398. O seguinte, Tutmosis IV, reinou durante 10 breves anos mas fez história, ao construir em Karnak o maior obelisco egípcio, roubado para Roma durante o Império e colocado no Vaticano, Na Piazza San Giovanni, one está hoje. Ladroagem.... A este sucedeu Amenhotep III, o ponto alto da XVIII dinastia, que reinou de 1386-1349, com o Egípto a prosperar como nunca e nos píncaros do poder artístico e de influencia regional. O respeito por este faraó era grande. Deixou muita construção em Karnak, sendo a principal o Templo de Luxor e os colossos de Memnon. O sucessor foi talvez o mais conhecido faraó do Egipto, chamado Akhenaton (Amenophis IV até mudar de nome), o Herético.
Akhenaton reinou 17, e fez estragos consideráveis no estabishment. Casado com Nefertiti, com quem parecia partilhar o poder de igual para igual, tornou-se apologista do monoteísmo na adoração de Rá, ou Aton. Mudou a capital de Tebas para um local novo, chamado Akhetaton (actualmente nomeada el-Amarna, nome também dado a este periodo). As artes ilustrativas da sociedade e do reino mudaram, assim com as esculturas, que passaram a ser naturalistas e realistas. Não há confirmação de que terá obrigado o povo a seguir o monoteísmo, mas o impulso na sociedade foi tão grande que perdurou durante uma década após a sua morte, 1336 BC, com 17 anos de reinado. No periodo seguinte existe alguma incerteza. Terá reinado Smenkhare, por menos de um ano, e depois uma mulher, Neferneferuaten, mas em ambos os casos não existem múmias "oficiais", embora haja candidatas e especulação dos egiptólogos, com diferentes pontos de vista e discussões acaloradas. Este caos resulta do periodo herético de el-Amarna ter sido invertido e apagado por faraós posteriores, nomeadamente da XIX Dinastia. O radicalismo progressivo de Akehaton ao proibir o culto dos Deuses menores, que deixaram de ser Deuses por volta do Ano 9 do seu reinado, e o rebaixamento dos sacerdotes, deixou amargos de boca a muitos. Akhenaton proibiu até imagens e destruiu algumas, para que a religião se focasse no disco solar, Aton. Vejo algum paralelismo com os luteranos que reagiram da mesma maneira durante a reforma, banindo as imagens de santos das suas igrejas, para que os crentes se concentrassem no Salvador. Freud no seu livro Moises e o Monoteísmo, crê ser Moises um crente de Aton que terá fugido do Egipto após a morte do faraó. Esta hipótese é reforçada pela existencia das primeias refencias ao judeísmo ca. 200 anos depois, e pela descoberta de pottery com marcas do astro-rei na Judeia, que indicaria o local de poiso dos primeiros monoteístas.
O filho de Akhenaton, Tutankhamon (Tutankhaton à nascença), reinou como criança no Egipto durante 9 anos. Não se notabilizou em vida, mas sim em morte, pelo facto da sua múmia e tesouro intactos terem sido descobertos por Howard Carter em 1922. Três anos após o inicio do reinado, o faraó (ou os conselheiros por ele, já que o General Horemheb, o Vizir e o Overseer do tesouro tinham grande influencia nele) decretou o retorno ao culto de Amon, previlégios restaurados aos sacerdotes, e a mudança da capital de novo para Tebas, abandonando Akhetaton.
Com a morte de Tutankhamon em 1323, o vizir Ay casou com a viuva e tornou-se faraó até 1319. Horemheb, comandante do exercito, tornou-se então faraó e reinou até 1292, apagando sucessivamente os efeitos do monoteísmo e do reinado de Ay. Já não era de sangue real, e termina com ele a XVIII Dinastia.

Monday, February 7, 2011

Egipto: Segundo Periodo Intermédio (1649-1550)

Enquanto a XIII Dinastia perdia o controle do Egipto, parte dele autonomizava-se. No Delta, Xois, uma cidade proclamou independencia e estableceu a XIV Dinastia, que reinou cerca de 100 anos no Baixo Egipto. Paralelamente, os Hicsos, de que já se falou brevemente, um povo asiático, estableceram-se no Egipto e governaram parte do Baixo e Médio Egiptos. Nunca chegaram ao Alto Egipto, que continuou em posse dos governantes de Tebas, que se autonomizaram também dos fracos da XIII Dinastia, e que constituiram a XVI e XVII Dinastias.

Assim a XV Dinastia refere-se a faraós Hicsos,, semitas, com nomes Sakir-Har, Khyan, Apophis e Khamudi, o ultimo destes. Reinaram a partir da sua capital, Avaris, no Norte. Os Hicsos foram sempre considerados invasores, estrangeiros, embora possa não ter havido uma invasão militar, mas uma imigração continuada ao longo da XIII Dinastia, que aproveitou o vazio de poder e a fragmentação no reino para impor o seu próprio. Seja como for, os faraós de Tebas depois de os tolerarem muitos anos, acabaram por expulsá-los do Egipto. Os obreiros foram Kamose, o ultimo faraó da XVII Dinastia de Tebas, e Ahmose, o irmão e primeiro faraó da XVIII Dinastia.

Reza a história que a questiuncla começou com o pai de Kamos, que caçava hipopótamos. Isso irritava o faraó Hicso que venerava Seth, o semideus da guerra que é metade hipopótamo. Escaramuça aqui e ali, e Avaris e Tebas acabaram em guerra aberta, que Kamose acabou por ganhar, nos seus 3 curtos anos de reinado, com uma campanha no Norte que conquistou Avaris e expulsou os Hicsos para lá do Sinai.

No futuro, os Hicsos ficaram para sempre conotados como os "estrangeiros, asiáticos".

Wednesday, February 2, 2011

Egipto: Médio Império (2055-1650)

A história do Egipto neste periodo atravessou três dinastias, XI, XII e XIII. A dinastia XI reinou de Tebas, como se referiu no post anterior, Mentuhotep II reunificou o Egipto, num reinado longo, de 51 anos

Durante este periodo, houve grandes expedições comerciais à Síria, Líbano, O culto de Osíris predominou.

O filho, Mentuhotep III, reinou 13 anos, e o seu sucessor está envolto em mistério. 7 anos de hiato, supostamente ocupados por Mentuhotep IV, mas existem referencias de uma expedição ao Mar Vermelho por um vizir, que terá usurpado o poder, e provocando ou não uma guerra civil, deu início à XII Dinastia.

O vizir tornou-se faraó como Amenemhet I, e quer ele quer o filho Sesostris I (Senusret) consolidaram as fronteiras e fizeram contactos no Líbano. Mudou a capital para Amenemhet Itj Tawy (local desconhecido), e controlou os nomarcas (governadores) das províncias. O Egipto Médio era bem mais feudal que o Antigo Império.

Os sucessores Amenemhet II e Sesostris II mantiveram um Egipto pacificado, mas o seguinte, Sesostris III, foi um guerreiro. Fez campanhas na Núbia e colocou as fronteiras formalmente com fortes a dividir o Egipto da Núbia. Modernizou a Administração central e diminuiu o poder dos governadores, sem os afrontar. Considerado Deus, é referido no Egipto como um heroi.

O filho, Amenemhet IV, continua nos trilhos do pai, empreende grandes projectos mineiros e recruta trabalhadores asiáticos para os monumentos.

Infelizmente, o pico do Middle Kingdom passou, e Amenemhet IV, o faraó seguinte, reinou pouco e passou o ceptro à filha, Sobekneferu, a primeira faraó rainha do egipto.

A dinastia termina aqui, já que a rainha não teve sucessor. O controlo passou para um Oversser, e a dinastia XIII não é mais que uma sucessão de cerca de 14 faraós, alguns sem relação familiar, que estiveram no poder alguns anos, cerca de 15.

Sobekhotep III foi o primeiro de uma série de faraós para os quais existem documentos históricos, além das inscrições em túmulos e quejandas. A existencia de selos reais e documentos indica que o Egipto terá estado estável durante este periodo.

Neferhotep I, e o irmão, seu sucessor, Sobekhotep IV foram os faraó mais importantes da Dinastia.

Os seis ultimos faraós reinaram de novo menos tempo, e o Egipto perdeu integridade de território, quer a sul, como os Núbios quer a Norte, com uma larga imigração de asiáticos, e a geração de uma XIV Dinastia que não controlou todo o território, mas partes do Baixo Egipto, conduzindo assim ao Segundo Periodo Intermédio.